O artigo publicado no JAMA Otolaryngology – Head & Neck Surgery aborda a epistaxe (sangramento nasal) em crianças, destacando sua elevada prevalência e, na maioria dos casos, caráter benigno. Aproximadamente 30% das crianças menores de 5 anos e 50% das maiores de 5 anos apresentam episódios de sangramento nasal. A epistaxe (sangramento nasal) pode ser classificada em anterior, geralmente autolimitada, e posterior, menos frequente, porém potencialmente mais grave, com maior risco de sangramento volumoso pela orofaringe e dificuldade de controle. Os fatores predisponentes incluem ressecamento da mucosa nasal, uso crônico de descongestionantes tópicos, alergias, infecções de vias aéreas superiores, exposição a ambientes secos ou em altitude, além de traumas locais, como hábito de manipulação nasal. Crianças com distúrbios de coagulação ou doenças hematológicas podem apresentar episódios mais prolongados e intensos. As medidas de primeiros socorros consistem em manter a criança calma, orientá-la a respirar pela boca, posicioná-la sentada com leve inclinação anterior da cabeça e aplicar compressão contínua sobre a porção cartilaginosa do nariz por no mínimo 10 minutos. Persistindo o sangramento por mais de 30 minutos, ou em casos de perda estimada superior a 240 mL, vômitos com sangue ou comprometimento respiratório, deve-se buscar atendimento emergencial. Na prevenção, recomenda-se manter a mucosa nasal hidratada com soluções salinas isotônicas em spray ou gel, utilizar umidificadores de ambiente, evitar manipulação digital e orientar cortes regulares das unhas. O manejo clínico especializado pode incluir cauterização química (nitrato de prata), eletrocautério ou tamponamento nasal. Casos refratários demandam avaliação por otorrinolaringologista pediátrico com possível endoscopia nasal para localização do ponto hemorrágico. Assim, o artigo ressalta que a sangramento nasal infantil, embora comum e habitualmente benigna, deve ser avaliada de forma criteriosa em situações persistentes ou graves, sobretudo em pacientes com comorbidades hematológicas ou histórico de sangramentos recorrentes. Acesse mais aulas clicando aqui
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