Associação entre aleitamento materno, adiposidade infantil e puberdade precoce

Aleitamento materno, adiposidade pré-puberal e desenvolvimento de puberdade precoce Sobre o artigo  A puberdade precoce tem sido observada com frequência crescente nas últimas décadas e está associada a diversos riscos à saúde física e mental. Fatores precoces, como o aleitamento materno e a adiposidade infantil, podem influenciar o início da puberdade. Este estudo avaliou a relação entre a duração do aleitamento materno, os níveis de adiposidade antes da puberdade e o risco de puberdade precoce, com o objetivo de esclarecer potenciais vias preventivas. Métodos utilizados Estudo de coorte prospectiva realizado com 5.230 crianças participantes do estudo Environmental Influences on Child Health Outcomes (ECHO). Foram incluídas crianças nascidas entre 1999 e 2015, acompanhadas até os 8 anos. A duração do aleitamento foi categorizada como: nunca amamentado, amamentado <6 meses, entre 6–12 meses e >12 meses. A puberdade precoce foi definida como início de características puberais antes dos 8 anos em meninas e antes dos 9 anos em meninos, com base em avaliações clínicas ou autorrelato validado. Modelos multivariados ajustaram os dados para variáveis sociodemográficas, índice de massa corporal (IMC) e outros fatores de confusão. Resultados Aleitamento materno ≥12 meses foi associado a menor risco de puberdade precoce em meninas (OR 0,62) e meninos (OR 0,65) em comparação a não amamentados.  Crianças com maior adiposidade pré-puberal apresentaram risco aumentado de puberdade precoce, independentemente do aleitamento.  A análise estratificada mostrou que o efeito protetor do aleitamento foi parcialmente mediado pela redução na adiposidade infantil, sugerindo uma relação indireta entre amamentação prolongada e menor risco puberal.  Discussão O estudo reforça a hipótese de que o aleitamento materno prolongado pode ter efeito protetor contra a puberdade precoce, tanto por fatores nutricionais quanto pela influência sobre a composição corporal. A adiposidade infantil, por sua vez, surge como mediador importante no início precoce da maturação puberal. Esses achados são relevantes para políticas públicas de incentivo à amamentação e combate à obesidade infantil desde os primeiros anos de vida. Conclusão Aleitamento materno por 12 meses ou mais está associado a menor risco de puberdade precoce, especialmente quando acompanhado de menor adiposidade infantil. Estratégias precoces de promoção do aleitamento e prevenção da obesidade podem contribuir para reduzir a incidência de maturação puberal precoce. Insights clínicos  O aleitamento materno influencia o início da puberdade? Sim. Amamentação por 12 meses ou mais está associada a menor risco de puberdade precoce. O efeito do aleitamento é direto ou mediado por adiposidade? Parcialmente mediado. A amamentação reduz a adiposidade, o que contribui para o efeito protetor. Crianças com maior adiposidade têm risco maior de puberdade precoce? Sim. A adiposidade infantil está fortemente associada à maturação puberal precoce. Há diferença entre meninos e meninas? O efeito protetor do aleitamento foi observado em ambos os sexos, com magnitude semelhante. Qual a implicação prática do estudo? Reforçar políticas de incentivo ao aleitamento materno e controle da obesidade infantil como medidas preventivas da puberdade precoce. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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