Artrite séptica em lactente sem febre associada a infecção urinária

Artrite Séptica em Lactente Afebril com Infecção do Trato Urinário Sobre o artigo Este relato descreve o caso de uma lactente de 5 semanas, previamente saudável e sem febre, que apresentou artrite séptica causada por Escherichia coli secundária a uma infecção urinária. O caso ressalta a importância de manter alto índice de suspeição para infecções bacterianas graves mesmo em crianças afebris com queixas musculoesqueléticas localizadas, especialmente nos primeiros 60 dias de vida. Métodos utilizados Trata-se de um relato de caso clínico com abordagem diagnóstica progressiva: exame físico, hemograma, marcadores inflamatórios, exames de imagem (radiografia, ultrassonografia e ressonância magnética), análise de líquido cefalorraquidiano, culturas e avaliação imunológica pós-alta. O tratamento incluiu antibioticoterapia empírica inicial e intervenções cirúrgicas. Resultados A paciente apresentou leucocitose, elevação de PCR e VSG, e presença de abscesso no fêmur distal esquerdo. A urocultura e a cultura do abscesso evidenciaram crescimento de E. coli sensível. Inicialmente tratada com ceftriaxona e vancomicina, foi posteriormente submetida a drenagem cirúrgica e recebeu cefazolina IV, seguida de cefalexina oral. Houve recidiva do abscesso e necessidade de nova drenagem cirúrgica com lavagem articular. A evolução clínica foi favorável após o segundo procedimento, com melhora laboratorial e funcional da articulação afetada. A investigação imunológica foi negativa, e não foram identificadas anomalias geniturinárias. Discussão O caso evidencia a possibilidade de bacteremia transitória por infecção urinária originar artrite séptica, mesmo na ausência de febre ou sinais sistêmicos clássicos. Destaca-se a importância da realização de exames laboratoriais e urinálise em lactentes jovens com queixas osteoarticulares. A ausência de febre não deve excluir a hipótese de infecção bacteriana grave nessa faixa etária. O atraso no diagnóstico pode resultar em complicações como osteomielite e sépsis. A literatura indica que mesmo pacientes afebris podem ter taxas semelhantes de culturas positivas em comparação com febris. Conclusão Profissionais de saúde devem manter alta suspeita clínica de infecção bacteriana grave em lactentes jovens com sintomas localizados, mesmo sem febre, e considerar avaliação urinária em casos de artrite séptica. A detecção precoce é essencial para evitar desfechos graves. Insights clínicos Artrite séptica pode ocorrer em lactentes afebris? Sim. Este caso demonstra que infecções graves podem ocorrer mesmo na ausência de febre. Qual foi o agente etiológico? Escherichia coli, isolada na urina e no abscesso da coxa. Quais exames contribuíram para o diagnóstico? Leucograma, PCR, VSG, urocultura, ultrassonografia e ressonância magnética. O tratamento incluiu cirurgia? Sim, foram necessárias duas drenagens cirúrgicas, sendo a segunda com lavagem articular. Houve complicações a longo prazo? Não. Após 3 anos de seguimento, a paciente apresentou evolução satisfatória sem novos episódios de ITU ou sequelas articulares. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub Artrite Séptica em Lactente Afebril com Infecção do Trato Urinário Sobre o artigo Este relato descreve o caso de uma lactente de 5 semanas, previamente saudável e sem febre, que apresentou artrite séptica causada por Escherichia coli secundária a uma infecção urinária. O caso ressalta a importância de manter alto índice de suspeição para infecções bacterianas graves mesmo em crianças afebris com queixas musculoesqueléticas localizadas, especialmente nos primeiros 60 dias de vida. Métodos utilizados Trata-se de um relato de caso clínico com abordagem diagnóstica progressiva: exame físico, hemograma, marcadores inflamatórios, exames de imagem (radiografia, ultrassonografia e ressonância magnética), análise de líquido cefalorraquidiano, culturas e avaliação imunológica pós-alta. O tratamento incluiu antibioticoterapia empírica inicial e intervenções cirúrgicas. Resultados A paciente apresentou leucocitose, elevação de PCR e VSG, e presença de abscesso no fêmur distal esquerdo. A urocultura e a cultura do abscesso evidenciaram crescimento de E. coli sensível. Inicialmente tratada com ceftriaxona e vancomicina, foi posteriormente submetida a drenagem cirúrgica e recebeu cefazolina IV, seguida de cefalexina oral. Houve recidiva do abscesso e necessidade de nova drenagem cirúrgica com lavagem articular. A evolução clínica foi favorável após o segundo procedimento, com melhora laboratorial e funcional da articulação afetada. A investigação imunológica foi negativa, e não foram identificadas anomalias geniturinárias. Discussão O caso evidencia a possibilidade de bacteremia transitória por infecção urinária originar artrite séptica, mesmo na ausência de febre ou sinais sistêmicos clássicos. Destaca-se a importância da realização de exames laboratoriais e urinálise em lactentes jovens com queixas osteoarticulares. A ausência de febre não deve excluir a hipótese de infecção bacteriana grave nessa faixa etária. O atraso no diagnóstico pode resultar em complicações como osteomielite e sépsis. A literatura indica que mesmo pacientes afebris podem ter taxas semelhantes de culturas positivas em comparação com febris. Conclusão Profissionais de saúde devem manter alta suspeita clínica de infecção bacteriana grave em lactentes jovens com sintomas localizados, mesmo sem febre, e considerar avaliação urinária em casos de artrite séptica. A detecção precoce é essencial para evitar desfechos graves. Insights clínicos Artrite séptica pode ocorrer em lactentes afebris? Sim. Este caso demonstra que infecções graves podem ocorrer mesmo na ausência de febre. Qual foi o agente etiológico? Escherichia coli, isolada na urina e no abscesso da coxa. Quais exames contribuíram para o diagnóstico? Leucograma, PCR, VSG, urocultura, ultrassonografia e ressonância magnética. O tratamento incluiu cirurgia? Sim, foram necessárias duas drenagens cirúrgicas, sendo a segunda com lavagem articular. Houve complicações a longo prazo? Não. Após 3 anos de seguimento, a paciente apresentou evolução satisfatória sem novos episódios de ITU ou sequelas articulares. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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