Características clínicas da infecção por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças menores de 2 anos

Características de crianças de 0 a 23 meses hospitalizadas com infecção por Vírus Sincicial Respiratório Sobre o artigo  O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é a principal causa de hospitalizações respiratórias em crianças pequenas, especialmente nos primeiros dois anos de vida. Embora o impacto seja bem reconhecido, há poucos dados populacionais detalhados sobre os perfis clínicos e fatores associados à hospitalização. Este estudo avaliou as características demográficas, clínicas e de gravidade em crianças de 0 a 23 meses hospitalizadas com VSR nos Estados Unidos. Métodos utilizados Estudo transversal com dados do sistema de vigilância RESP-NET, cobrindo a temporada de VSR de outubro de 2022 a abril de 2023. Foram incluídas 6.841 crianças hospitalizadas com teste positivo para VSR em 12 estados norte-americanos. Os dados analisados incluíram idade, raça/etnia, histórico médico, uso de suporte respiratório, internação em UTI e tempo de hospitalização. As análises foram estratificadas por faixa etária: 0–5, 6–11 e 12–23 meses. Resultados A mediana de idade foi de 5 meses; 45% tinham menos de 6 meses. A maioria dos pacientes (77%) não apresentava condições médicas subjacentes. Suporte respiratório foi necessário em 54%, incluindo oxigenoterapia (46%), ventilação não invasiva (12%) e ventilação mecânica (3%). Cerca de 21% das crianças foram admitidas em UTI, com maior frequência em menores de 6 meses. O tempo mediano de hospitalização foi de 3 dias. Lactentes com doenças subjacentes (como prematuridade ou doença pulmonar crônica) tiveram maior probabilidade de necessitar de ventilação mecânica e internação em UTI. Crianças negras e hispânicas estiveram sobrerrepresentadas entre os hospitalizados, sugerindo disparidades raciais. Discussão Embora o VSR seja reconhecido como uma ameaça principalmente para crianças com comorbidades, este estudo revela que a maioria das hospitalizações ocorre em lactentes previamente saudáveis, especialmente menores de 6 meses. Os achados reforçam a importância de estratégias de prevenção universal, como imunização sazonal com anticorpos monoclonais e educação parental. A alta carga de doença em populações minoritárias ressalta a necessidade de equidade no acesso à prevenção e cuidados. Conclusão A maioria das hospitalizações por VSR em crianças menores de 2 anos ocorre em lactentes sem comorbidades, com altos índices de suporte respiratório e admissão em UTI. Estratégias de prevenção devem incluir toda a população pediátrica, não apenas grupos de risco tradicionalmente definidos. Insights clínicos  Qual a faixa etária mais afetada por hospitalizações por VSR? Crianças menores de 6 meses, que representam quase metade dos casos. A maioria dos pacientes apresentava comorbidades? Não. Cerca de 77% eram previamente saudáveis. Quais recursos terapêuticos foram frequentemente utilizados? Oxigenoterapia (46%), ventilação não invasiva (12%) e ventilação mecânica (3%). Quais fatores aumentaram o risco de internação em UTI? Idade inferior a 6 meses e presença de comorbidades, como prematuridade. O estudo identificou desigualdades raciais? Sim. Crianças negras e hispânicas estavam sobrerrepresentadas entre os hospitalizados por VSR. Para ver mais, acesse: NeoPed Hub

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