Mesa sobre distúrbios respiratórios do sono no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria

Apneia do sono na criança: quando investigar | 42º CBP

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Apneia do sono na criança: quando pedir polissonografia | 42º CBP Divergências entre as sociedades, gravidade pelo IAH lida junto com a clínica, grupos de alto risco e o papel da endoscopia do sono. Por Dra. Gabriela Paladino (CRM 521311174), Dra. Carolina Paixão (CRM 521217984) e equipe NeoPed HUB Cobertura do 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, em Belo Horizonte, em 15 de outubro de 2026. Mesa-redonda "Como os distúrbios respiratórios do sono afetam o desenvolvimento infantil". Palestra sobre quando investigar a apneia do sono em crianças típicas e sindrômicas, com Renata Cantisani Di Francesco (SP). Em resumo: as sociedades médicas divergem sobre quem deve fazer polissonografia (PSG) na suspeita de apneia obstrutiva do sono (AOS). A gravidade é classificada pelo índice de apneia-hipopneia (IAH), mas o número precisa ser lido junto com a clínica. Alguns grupos de alto risco exigem investigação mesmo com sintomas leves, e a endoscopia do sono induzida por drogas (DISE) ajuda nos casos complexos ou refratários. Quem deve fazer polissonografia? Sociedade Recomendação AASM, American Academy of Pediatrics e European Respiratory Society PSG para toda criança com quadro clínico sugestivo de AOS AAO-HNS PSG de rotina só em situações selecionadas: grupos de alto risco, incerteza diagnóstica ou discordância entre história e exame físico Canadian Thoracic Society e Canadian Sleep Society (2026) PSG como padrão-ouro, aceitando teste domiciliar tipo 3 em crianças acima de 5 anos quando o acesso à PSG é limitado Como classificar a gravidade? IAH (eventos por hora) Gravidade 1 a menos de 5 Leve 5 a 10 Moderada Acima de 10 Grave A gravidade não deve ser avaliada só pelo IAH. Saturação mínima de oxigênio, índice de dessaturação, hipoventilação e eficiência do sono entram na leitura. Na prática, uma criança com IAH de 7,5, classificado como moderado, pode ter obstrução leve, enquanto outra com índice parecido pode ter obstrução quase completa e dessaturação importante, exigindo intervenção imediata. Quem investigar mesmo com sintomas leves? Alguns perfis pedem investigação mesmo quando os sintomas são leves ou duvidosos: Obesidade. Síndrome de Down. Anomalias craniofaciais, como sequência de Pierre Robin, fenda palatina ou labiopalatina e craniossinostose. Doenças neuromusculares e paralisia cerebral. Doença falciforme. Mucopolissacaridoses. Crianças menores de 2 anos, que exigem atenção redobrada pelo risco de estreitamento das vias aéreas e pela necessidade de avaliação cuidadosa antes de uma cirurgia. Quando indicar a endoscopia do sono? A DISE é feita sob sedação e avalia a via aérea superior de forma dinâmica, identificando um ou mais pontos de colapso. Ela é indicada para casos persistentes, atípicos, sindrômicos ou que não responderam ao tratamento inicial focado na hipertrofia adenotonsilar. O padrão de colapso muda com a idade. Em crianças pequenas, predomina o colapso nasal e velofaríngeo. O colapso completo envolvendo a orofaringe aumenta com a idade e persiste na adolescência. O exame orienta tratamentos personalizados. O que muda no consultório Conheça as diferentes recomendações sobre PSG e defina a indicação pelo quadro clínico e pelo perfil de risco. Leia o IAH junto com saturação, dessaturação, hipoventilação e eficiência do sono. Investigue os grupos de alto risco mesmo com sintomas leves. Encaminhe para DISE os casos persistentes, sindrômicos ou refratários. Perguntas frequentes Toda criança que ronca precisa de polissonografia? As sociedades divergem. AASM, AAP e ERS recomendam PSG para toda criança com quadro sugestivo, enquanto a AAO-HNS a reserva para grupos de alto risco ou casos de dúvida. O IAH basta para definir a gravidade? Não. Ele deve ser interpretado com saturação mínima, dessaturação, hipoventilação e eficiência do sono. Teste domiciliar substitui a polissonografia? As diretrizes canadenses de 2026 aceitam o teste domiciliar tipo 3 em crianças acima de 5 anos quando o acesso à PSG é limitado, mas mantêm a PSG como padrão-ouro. Fontes Mesa-redonda "Como os distúrbios respiratórios do sono afetam o desenvolvimento infantil", 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, Belo Horizonte, 15/10/2026 (programação científica oficial). Recomendações da AASM, AAP, ERS, AAO-HNS, Canadian Thoracic Society e Canadian Sleep Society, citadas na palestra. Leia também: Sono, apneia e desenvolvimento infantil | 42º CBP, Tratamento da apneia do sono na criança | 42º CBP e 42º Congresso Brasileiro de Pediatria: acompanhe os destaques dia a dia.  

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