Palestra sobre investigação da baixa estatura no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria

Baixa estatura: como investigar | 42º CBP

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Baixa estatura: medir bem, olhar além do GH | 42º CBP A investigação começa com a medida certa e a velocidade de crescimento, passa pelas causas benignas e permissivas e só depois chega ao hormônio. Por Dra. Gabriela Paladino (CRM 521311174), Dra. Carolina Paixão (CRM 521217984) e equipe NeoPed HUB Cobertura do 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, em Belo Horizonte, em 15 de outubro de 2026. Mesa-redonda "Distúrbios do crescimento". Palestra "Baixa estatura: como investigar?", com Cristiano Túlio Maciel Albuquerque (MG), "Quais doenças crônicas se beneficiam com o uso de GH?", com Camilla Balbi (MG) e "Novas terapias para displasias ósseas de fundo genético", com Renata Machado Pinto (GO). Moderação: Isabel Rey Madeira (RJ). Em resumo: quando uma criança cresce pouco, a primeira reação costuma ser pensar em hormônio de crescimento, mas o hipotireoidismo é a principal causa endócrina de baixa estatura, mais frequente que a deficiência de GH. A investigação começa antes de qualquer exame hormonal, com estadiômetro, curvas da OMS, alvo familiar e velocidade de crescimento, e os diagnósticos mais comuns no consultório são benignos. Por que começar pela medida, e não pelo hormônio? A investigação começa com o estadiômetro, porque a fita métrica pode errar 2 a 3 cm. Em seguida vêm as curvas da OMS, o cálculo do alvo familiar e a velocidade de crescimento: abaixo de 4 cm por ano, acende o alerta. A idade óssea completa o quadro e também revela o contrário: crianças altas com idade óssea avançada podem ter puberdade precoce e terminar baixas. Quais são os diagnósticos mais comuns? No consultório, os diagnósticos mais comuns são benignos. Atraso constitucional: a velocidade de crescimento é normal, a idade óssea fica cerca de dois anos atrasada e a puberdade vem tarde, mas o alvo familiar é preservado. Baixa estatura familiar: os pais baixos definem o canal de crescimento, e a criança o acompanha sem "saltar" de canal. O que excluir antes de chamar de idiopática? Antes de rotular uma baixa estatura como idiopática, vale excluir fatores permissivos: Doença celíaca, mesmo assintomática. Doença inflamatória intestinal. Acidose tubular renal. Asma e infecções de repetição. Uso de corticoides e psicoestimulantes. Sono curto e sedentarismo. Quando pensar em causa genética e em GH? Nas causas genéticas, a atenção vai para síndrome de Turner, deficiência de SHOX e rasopatias como Noonan e Prader-Willi. Nelas, o GH traz benefícios documentados, como até 16 cm de altura final na Prader-Willi com início precoce. O que muda no consultório Meça com estadiômetro e calcule a velocidade de crescimento e o alvo familiar. Peça cariótipo com 30 células em toda menina com baixa estatura, mesmo sem fenótipo típico, para não perder Turner nem mosaicismo. Suspeite de SHOX diante de desproporção corporal, com relação tronco/altura acima de +2 DP e pseudoluxação da ulna. Encaminhe ao endocrinologista quando houver idade óssea avançada com sinais puberais precoces. Antes de indicar GH, na Noonan por exemplo, avalie o coração e exclua causas concorrentes. Perguntas frequentes Qual é a principal causa endócrina de baixa estatura? O hipotireoidismo, mais frequente que a deficiência de hormônio de crescimento. Qual velocidade de crescimento preocupa? Abaixo de 4 cm por ano. Toda menina baixa precisa de cariótipo? Sim, com 30 células, mesmo sem fenótipo típico, para não perder síndrome de Turner nem mosaicismo. Fontes Palestra "Baixa estatura: como investigar?", Cristiano Túlio Maciel Albuquerque, 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, Belo Horizonte, 15/10/2026 (programação científica oficial). Leia também: 42º Congresso Brasileiro de Pediatria: acompanhe os destaques dia a dia. No acervo: Pediatria no NeoPed HUB.  

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