Mesa sobre triagem auditiva neonatal no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria

Triagem auditiva neonatal e metas 1-3-6 | 42º CBP

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Teste da orelhinha: como garantir as metas 1-3-6 | 42º CBP Indicadores de risco, protocolo do Guia Nacional e o papel do pediatra para que triagem, diagnóstico e intervenção aconteçam no prazo. Por Dra. Gabriela Paladino (CRM 521311174), Dra. Carolina Paixão (CRM 521217984) e equipe NeoPed HUB Cobertura do 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, em Belo Horizonte, em 14 de outubro de 2026. Mesa-redonda "Diretrizes da triagem neonatal", com Doris Lewis (SP), "Indicadores de risco e importância do pré-natal", com Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) e "Os caminhos para a reabilitação", com Manoel de Nóbrega (SP), que também moderou a sessão. Em resumo: cerca de 50% das perdas auditivas ocorrem em bebês sem fatores de risco, e por isso a triagem auditiva neonatal deve ser universal. A mesa reforçou as metas 1-3-6 (triagem em 1 mês, diagnóstico em 3 e intervenção em 6), com tendência a 1-2-3, e mostrou que a cobertura brasileira, de 46–47%, ainda está longe da meta de 95%. Por que a triagem auditiva neonatal deve ser universal? Cerca de metade das perdas auditivas aparece em bebês sem nenhum fator de risco. Triar apenas os bebês de risco deixaria de fora uma parte grande dos casos. A prevalência é de cerca de 2 por 1.000 ao nascimento, mas a cobertura brasileira está em 46–47%, longe da meta de 95%. O tempo importa: intervir antes dos 6 meses se associa a melhor desenvolvimento de linguagem. Como funciona o protocolo do Guia Nacional? O Guia Nacional do Ministério da Saúde (novembro de 2025) divide os indicadores de risco em dois grupos: Grupo Tipo de perda Exame de triagem IRDA 1 Cocleares e condutivas Emissões otoacústicas (EOA) IRDA 2 Retrococleares Potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) Se houver falha, o reteste ocorre em até 15 dias. As metas são triagem em 1 mês, diagnóstico em 3 e intervenção em 6, com tendência a encurtar para 1-2-3. O que muda no CMV congênito e na reabilitação? No citomegalovírus congênito, o diagnóstico laboratorial deve sair em até 3 semanas e o reteste em até 21 dias. A reabilitação inclui aparelhos auditivos, condução óssea e implante coclear, e a terapia gênica para mutações em OTOF foi apresentada como promissora. O que muda no consultório Confirme se o teste da orelhinha foi feito e solicite o resultado. Acompanhe os marcos auditivos e os fatores de risco ao longo da puericultura. Valorize as queixas dos pais sobre a audição da criança. Encaminhe cedo aos serviços especializados quando houver falha ou suspeita. Perguntas frequentes Bebê sem fator de risco precisa fazer o teste da orelhinha? Sim. Cerca de 50% das perdas auditivas ocorrem em bebês sem fatores de risco, e por isso a triagem deve ser universal. Qual exame é usado na triagem? Depende do grupo de risco. No IRDA 1, a triagem é feita com emissões otoacústicas; no IRDA 2, com risco de perda retrococlear, é necessário o PEATE. O que acontece se o bebê falhar na triagem? O reteste deve ser feito em até 15 dias, dentro das metas de diagnóstico em 3 meses e intervenção em 6. Fontes Mesa-redonda "A triagem auditiva neonatal é o começo", 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, Belo Horizonte, 14/10/2026 (programação científica oficial). Guia Nacional de triagem auditiva neonatal do Ministério da Saúde, novembro de 2025, citado na mesa. Leia também: 42º Congresso Brasileiro de Pediatria: acompanhe os destaques dia a dia. No acervo: aulas de neonatologia no NeoPed HUB.

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