Mesa sobre urgências em hematologia no 42º Congresso Brasileiro de Pediatria

Urgências em hematologia pediátrica | 42º CBP

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Trombose, neutropenia febril e sangramento: o que o pediatra deve reconhecer | 42º CBP Anticoagulação, protocolo Golden Hour e abordagem da criança que sangra, com foco em tratar o paciente e não o número. Por Dra. Gabriela Paladino (CRM 521311174), Dra. Carolina Paixão (CRM 521217984) e equipe NeoPed HUB Cobertura do 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, em Belo Horizonte, em 14 de outubro de 2026. Mesa-redonda "Discussão de casos clínicos: urgências em hematologia", com Carlos Artur da Costa Morais (CE), sobre trombose, Dayrton Raulino Moreira (PI), sobre o paciente que sangra, e Virginia Tafas da Nobrega (RS), sobre neutropenia febril. Moderação: Marcelo Gerardin Poirot Land (RJ). Em resumo: a mesa percorreu três urgências: trombose venosa e anticoagulação, neutropenia e o paciente que sangra. O fio condutor foi individualizar condutas, evitando exames e antibióticos desnecessários sem atrasar o tratamento de quem é de alto risco. O que considerar na trombose em pediatria? O cateter venoso central é o principal fator isolado de trombose venosa profunda na criança. O ultrassom Doppler é o exame inicial para os membros, e a pesquisa de trombofilia não é rotina nos eventos provocados. A heparina não fracionada é a preferida na instabilidade clínica ou no alto risco de sangramento. Quando a neutropenia febril é uma emergência? Na neutropenia febril de alto risco, o protocolo Golden Hour prevê antibiótico anti-Pseudomonas na primeira hora. A neutropenia febril oncológica deve ser reconhecida como emergência. Já em crianças hígidas de baixo risco, o caminho é observar e repetir o hemograma em 7 dias. Como abordar a criança que sangra? O padrão do sangramento orienta o diagnóstico: Padrão Sugere Mucocutâneo Alteração plaquetária ou doença de von Willebrand Hemartrose Deficiência de fatores da coagulação TP e TTPa normais não excluem coagulopatia, e o tempo de sangramento deve ser abandonado. Na púrpura trombocitopênica imune (PTI), o objetivo é controlar o sangramento, não normalizar as plaquetas. Diante de sinais de alerta, o mielograma deve ser feito antes do corticoide. O que muda no consultório Trate o paciente, não o número. Classifique o padrão de sangramento antes de pedir exames. Não peça trombofilia de rotina nos eventos trombóticos provocados. Reconheça a neutropenia febril oncológica como emergência e inicie o antibiótico na primeira hora no alto risco. Na PTI com sinais de alerta, faça o mielograma antes do corticoide. Perguntas frequentes TP e TTPa normais excluem coagulopatia? Não. A classificação do padrão de sangramento orienta a investigação. Toda criança com trombose precisa de pesquisa de trombofilia? Não. Nos eventos provocados, como os associados a cateter venoso central, a pesquisa não é rotina. Na PTI, o objetivo é normalizar as plaquetas? Não. O objetivo é controlar o sangramento. Toda neutropenia com febre exige antibiótico imediato? No alto risco, sim, em até uma hora. Em crianças hígidas de baixo risco, a conduta é observar e repetir o hemograma em 7 dias. Fontes Mesa-redonda "Discussão de casos clínicos: urgências em hematologia", 42º Congresso Brasileiro de Pediatria, Belo Horizonte, 14/10/2026 (programação científica oficial). Leia também: 42º Congresso Brasileiro de Pediatria: acompanhe os destaques dia a dia. No acervo: Pediatria no NeoPed HUB.  

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