Encefalopatia neonatal e desenvolvimento neuropsicomotor em idade escolar

Desenvolvimento Neuropsicomotor na Transição Escolar de Crianças com Histórico de Encefalopatia Neonatal Sobre o artigo  Este estudo investiga os desfechos de desenvolvimento neuropsicomotor em crianças com histórico de encefalopatia neonatal (EN), na fase de transição para o ambiente escolar (5 a 6 anos). A EN está associada a maior risco de sequelas neurológicas, mas nem todas as crianças apresentam paralisia cerebral (PC). O artigo busca caracterizar déficits cognitivos, motores e comportamentais em crianças sem PC, ampliando a compreensão sobre os impactos sutis da EN a longo prazo. Métodos utilizados Estudo multicêntrico prospectivo de coorte, envolvendo 135 crianças previamente diagnosticadas com EN moderada a grave e tratadas com hipotermia terapêutica. A avaliação aos 5–6 anos incluiu testes padronizados de cognição (Wechsler), função motora (MABC-2) e comportamento (SDQ). Crianças com diagnóstico de PC foram excluídas para focar em déficits neurológicos sutis. Resultados 40% das crianças avaliadas apresentaram déficits neuropsicomotores abaixo do esperado para a idade.  As principais alterações incluíram dificuldades motoras finas, coordenação motora global e desempenho cognitivo abaixo da média.  Déficits comportamentais e dificuldades de atenção foram detectados em proporção significativa.  Mesmo entre crianças sem PC, a incidência de dificuldades escolares foi considerável.  Comparado ao grupo controle, o grupo com EN teve desempenho inferior em todas as esferas avaliadas.  Discussão Os achados reforçam que a encefalopatia neonatal pode levar a sequelas funcionais relevantes, mesmo na ausência de paralisia cerebral. Tais déficits podem impactar a adaptação escolar e o desenvolvimento socioemocional. A triagem e o seguimento estruturado dessas crianças devem ser priorizados em políticas de atenção ao desenvolvimento infantil. Conclusão Crianças com histórico de EN moderada a grave apresentam risco elevado de alterações cognitivas, motoras e comportamentais na fase escolar, mesmo sem diagnóstico de paralisia cerebral. O acompanhamento sistemático até a idade escolar é fundamental para identificação precoce e intervenção adequada. Insights clínicos  Crianças com encefalopatia neonatal sem paralisia cerebral estão livres de risco? Não. Mesmo sem PC, muitas crianças apresentam déficits cognitivos, motores ou comportamentais na idade escolar. Quais são os principais domínios afetados? Função motora fina, cognição geral, atenção e comportamento. A hipotermia terapêutica elimina o risco de sequelas? Reduz significativamente o risco, mas não elimina completamente a ocorrência de déficits sutis. Qual a importância do seguimento prolongado? É essencial para detectar alterações que não são aparentes na fase neonatal ou na primeira infância, mas emergem na idade escolar. Há impacto escolar relevante? Sim. Uma proporção expressiva das crianças com histórico de EN apresenta dificuldades escolares, exigindo suporte pedagógico e clínico. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub  

Faça login para acessar o conteúdo
ou cadastre-se.ESQUECI MINHA SENHA

Compartilhe esse conteúdo

LinkedIn
Twitter
Facebook
WhatsApp

Posts relacionados

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Este site é feito exclusivamente para profissionais de saúde.