Desfechos Clínicos em Crianças Menores de 5 Anos Hospitalizadas por Vírus Sincicial Respiratório (RSV), COVID-19 ou Influenza Sobre o artigo Este estudo teve como objetivo comparar a carga clínica associada à hospitalização por RSV, COVID-19 e influenza em crianças com menos de 5 anos. O RSV é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em crianças pequenas, e este estudo procurou evidenciar diferenças nos desfechos hospitalares entre os três vírus respiratórios, dada a co-circulação desses agentes no cenário pós-pandêmico. Métodos utilizados Foi conduzida uma análise de coorte retrospectiva utilizando o banco de dados PINC-AI Healthcare Database (PHD), que representa cerca de 25% das internações hospitalares nos EUA. Crianças menores de 5 anos hospitalizadas entre setembro de 2022 e agosto de 2024 com diagnóstico primário ou secundário de RSV, COVID-19 ou influenza foram incluídas. Pacientes com coinfecções foram excluídos. Os principais desfechos avaliados foram: tempo de internação, uso de oxigênio suplementar, admissão em UTI, ventilação mecânica invasiva (IMV) e óbito hospitalar. Modelos robustos de regressão de Poisson ponderados estimaram os riscos relativos ajustados. Resultados Foram analisadas 56.634 hospitalizações (43.766 RSV; 6.697 COVID-19; 6.171 influenza). O RSV apresentou maior gravidade clínica: Oxigênio suplementar: 46,1% (vs. 20,2% COVID-19; 26,2% influenza) UTI: 28,2% (vs. 22,4% COVID-19; 21,7% influenza) IMV: 12,0% (vs. 8,3% COVID-19; 8,2% influenza) Óbito hospitalar: menor no RSV (0,1%) do que em COVID-19 (0,3%) e influenza (0,4%) O risco de desfechos graves foi mais elevado no grupo <1 ano, especialmente para uso de oxigênio (RR 2,37 RSV vs. COVID-19). Discussão O estudo reforça a maior carga clínica do RSV em crianças pequenas, especialmente menores de 1 ano, com maior necessidade de suporte respiratório e UTI em comparação com COVID-19 e influenza. Embora COVID-19 e influenza apresentem mortalidade hospitalar ligeiramente superior, o RSV gerou maior uso de recursos hospitalares. Comparações com estudos anteriores sugerem que o perfil de gravidade do RSV permanece elevado mesmo após a pandemia. A vacinação e uso de anticorpos monoclonais emergem como estratégias importantes de prevenção. Conclusão Em crianças menores de 5 anos hospitalizadas nos EUA, o RSV foi associado a maior necessidade de oxigenoterapia, admissão em UTI e ventilação mecânica invasiva em comparação com COVID-19 e influenza. Apesar de menor mortalidade, o RSV impõe elevada carga clínica e destaca-se como prioridade para estratégias de prevenção. Insights clínicos Em crianças hospitalizadas, qual vírus teve maior necessidade de oxigenoterapia? O RSV apresentou maior necessidade de oxigênio suplementar (46,1%) comparado à COVID-19 (20,2%) e à influenza (26,2%). O RSV aumentou o risco de ventilação mecânica invasiva em comparação com os outros vírus? Sim. O RSV teve risco significativamente maior de IMV (RR: 1,52 vs. COVID-19; RR: 1,45 vs. influenza). Qual foi a faixa etária mais vulnerável aos efeitos do RSV? Crianças com menos de 1 ano apresentaram os maiores riscos de desfechos graves, com RR de 2,37 para oxigenoterapia (RSV vs. COVID-19). Qual vírus apresentou maior mortalidade hospitalar? Apesar de maior gravidade clínica no RSV, a mortalidade foi mais alta para influenza (0,4%) e COVID-19 (0,3%) do que para RSV (0,1%). Quais são as implicações para a prática clínica? A gravidade associada ao RSV em crianças pequenas justifica o reforço de medidas preventivas como vacinação materna e uso de anticorpos monoclonais em lactentes. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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