Tratamento do quilotórax neonatal refratário com etilefrina

Etilefrina: uma nova abordagem terapêutica para quilotórax refratário e com risco de vida em recém-nascidos Sobre o artigo O quilotórax congênito é uma condição rara, porém potencialmente fatal em recém-nascidos, caracterizada pelo acúmulo de linfa no espaço pleural. Seu manejo clínico representa um desafio, especialmente em casos refratários aos tratamentos convencionais, como drenagem torácica, dieta enteral modificada e uso de somatostatina. Este artigo propõe a utilização da etilefrina, um simpaticomimético que promove a contração do ducto torácico, como nova estratégia terapêutica em neonatos com quilotórax de difícil controle. Métodos utilizados Estudo do tipo série de casos, retrospectivo, envolvendo cinco recém-nascidos com diagnóstico de quilotórax congênito ou pós-operatório refratário. Todos os pacientes receberam infusão contínua de etilefrina intravenosa (inicialmente 0,2 μg/kg/h, titulada até 1,0 μg/kg/h). Foram avaliados: tempo para resolução do quilotórax, volume de drenagem pleural, efeitos adversos, reinício da alimentação enteral e ocorrência de recidivas. Resultados Todos os pacientes apresentaram redução do débito pleural entre 48 a 96 horas após início da infusão de etilefrina. A resolução completa do quilotórax foi alcançada em todos os casos, sem necessidade de pleurodese ou intervenção cirúrgica adicional. Não foram observados efeitos adversos clínicos relevantes. A pressão arterial e frequência cardíaca permaneceram dentro de limites toleráveis durante a infusão. Não houve recidivas após suspensão da etilefrina, com seguimento prolongado de até 2 anos e 5 meses. Discussão A infusão contínua de etilefrina demonstrou ser uma alternativa eficaz e segura para o manejo do quilotórax refratário em neonatos. A ação vasoconstritora do fármaco parece reduzir o fluxo linfático pelo ducto torácico, favorecendo a cicatrização e resolutividade do quadro. A ausência de efeitos colaterais graves e a resposta clínica positiva sustentam o potencial uso dessa terapia como estratégia de resgate. Contudo, são necessários ensaios clínicos controlados para validação ampla do seu uso. Conclusão A etilefrina, administrada por infusão contínua, mostrou-se promissora como tratamento adjuvante para quilotórax neonatal refratário, especialmente em prematuros, com bom perfil de segurança e efetividade clínica. Insights clínicos Quando considerar o uso de etilefrina no tratamento do quilotórax neonatal? Em casos refratários ao tratamento convencional, especialmente com débito pleural persistente. Como a etilefrina atua no quilotórax? Estimula a contração do ducto torácico, reduzindo o fluxo linfático e favorecendo o fechamento do ducto. Qual é o perfil de segurança da droga? Boa tolerabilidade, com ausência de eventos adversos significativos nos casos analisados. A etilefrina substitui a somatostatina? Pode ser uma alternativa especialmente quando há contraindicação ou falha da somatostatina. Há necessidade de intervenções cirúrgicas associadas? Não foram necessárias intervenções cirúrgicas adicionais nos casos tratados com etilefrina. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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