Falência Hepática Aguda em Neonato: Relato de Caso com Infecção por Enterovírus Sobre o artigo O artigo relata o caso de um recém-nascido pré-termo tardio que desenvolveu falência hepática aguda no sétimo dia de vida. O objetivo do estudo é apresentar a abordagem diagnóstica e terapêutica diante de uma condição rara e potencialmente fatal na neonatologia. Métodos utilizados Trata-se de um relato clínico descritivo conduzido em uma UTI neonatal de nível 4, com revisão da evolução clínica, investigações laboratoriais, diagnóstico diferencial e conduta terapêutica. O diagnóstico definitivo foi estabelecido por PCR positivo para enterovírus no sangue e líquor. Resultados O recém-nascido apresentou hipoglicemia, icterícia intensa, coagulopatia grave, elevação de transaminases e ferritina acima de 100.000 ng/mL. Após exclusão de causas metabólicas, autoimunes, hematológicas e neoplásicas, foi estabelecido o diagnóstico de falência hepática associada à sepse por enterovírus. O tratamento incluiu suporte intensivo e uma dose de imunoglobulina intravenosa, com melhora progressiva dos parâmetros laboratoriais. O paciente teve alta hospitalar no 24º dia de vida. Discussão A falência hepática neonatal é rara e possui etiologias limitadas. O caso discutido destaca a importância da infecção por enterovírus como causa potencial e subdiagnosticada. O diagnóstico precoce e a conduta de suporte são essenciais. Condições como HLH, GALD, hepatites virais, doenças metabólicas e neoplasias devem ser consideradas no diagnóstico diferencial. A resposta clínica à imunoglobulina e a exclusão de siderose hepática apoiaram o diagnóstico de infecção viral. Conclusão A sepse neonatal por enterovírus pode levar à falência hepática aguda. A detecção precoce, suporte clínico intensivo e avaliação diagnóstica abrangente são fundamentais para o manejo e recuperação. O caso reforça a necessidade de considerar etiologias infecciosas mesmo em pacientes afebris e sem sinais clínicos clássicos. Insights clínicos Quais são os sinais clínicos mais comuns de falência hepática em neonatos? Hepatomegalia, letargia, ascite, edema periférico, icterícia intensa e alterações de coagulação. Enterovírus pode causar falência hepática em neonatos? Sim. É uma causa viral relevante, especialmente em casos com início precoce e transmissão vertical. Qual a importância do PCR para enterovírus no diagnóstico? O PCR é essencial para confirmar a etiologia viral, especialmente quando outras causas foram excluídas. Há tratamento específico para enterovírus neonatal? O tratamento é principalmente suporte clínico. A imunoglobulina intravenosa pode ser considerada. Como distinguir entre GALD e infecção viral? A ausência de siderose hepática, melhora clínica após IVIG e história familiar negativa favorecem infecção viral. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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