Falha Persistente de Extubação em Recém-Nascido Pré-Termo de 29 Semanas: Relato de Caso e Diagnóstico de Fístula Traqueoesofágica Tipo H Sobre o artigo Este artigo relata o caso de um recém-nascido pré-termo de 29 semanas com falhas repetidas de extubação e evolução clínica atípica, culminando no diagnóstico tardio de fístula traqueoesofágica tipo H (TEF tipo H). A apresentação clínica sutil, associada a exames iniciais normais, dificultou a identificação precoce da condição. Métodos utilizados Foi conduzido um relato de caso com descrição clínica detalhada, exames de imagem seriados (radiografias, esofagograma com contraste iodado), ecocardiograma e broncoscopia diagnóstica. O diagnóstico foi confirmado por esofagograma modificado e broncoscopia. O tratamento cirúrgico foi realizado por toracotomia com ligadura da fístula. Resultados O paciente apresentou falhas de extubação recorrentes, distensão gástrica, atelectasia pulmonar direita e secreções anômalas pela cânula orotraqueal. O esofagograma inicial foi negativo para TEF, mas a modificação da técnica baseada na anatomia neonatal permitiu visualização do contraste na árvore brônquica. A broncoscopia confirmou o diagnóstico de TEF tipo H. A cirurgia foi bem-sucedida, com boa recuperação clínica e desenvolvimento neuropsicomotor adequado aos 9 meses de idade corrigida. Discussão A TEF tipo H é rara e frequentemente subdiagnosticada devido à ausência de atresia esofágica e sintomas sutis. O caso reforça a necessidade de suspeita clínica em neonatos com falhas de extubação inexplicadas e distensão gástrica. O esofagograma, mesmo sendo exame inicial de escolha, pode apresentar baixa sensibilidade. Modificações técnicas no exame podem ser essenciais para o diagnóstico em prematuros ventilados. Conclusão Fístulas traqueoesofágicas do tipo H devem ser consideradas em neonatos com falhas persistentes de extubação, especialmente na presença de distensão gástrica e atelectasia pulmonar. Técnicas adaptadas de imagem e avaliação endoscópica são fundamentais para o diagnóstico. O tratamento cirúrgico precoce pode resultar em desfecho favorável. Insights clínicos Quando suspeitar de TEF tipo H em neonatos? Em casos de falhas repetidas de extubação, distensão gástrica e secreções pela via aérea, especialmente com exames de imagem normais iniciais. O esofagograma é suficiente para diagnóstico? Nem sempre. Sua sensibilidade é limitada, e exames repetidos ou técnicas modificadas podem ser necessários. Qual a técnica alternativa descrita para esofagograma neste caso? Posicionamento lateral direito com administração controlada de contraste e posicionamento estratégico da sonda, permitindo melhor visualização da fístula. Qual foi o tratamento definitivo? Ligadura cirúrgica da fístula por toracotomia com posterior boa evolução clínica. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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