Mapa global da distribuição da taxa de incidência e DALYs da glomerulonefrite aguda em crianças e adolescentes em 2021.

Glomerulonefrite Aguda em Crianças: Carga Global de 1990 a 2021

Fonte: Frontiers in Public Health

Carga global, regional e nacional da glomerulonefrite aguda em crianças e adolescentes: análise de 1990 a 2021 e projeções futuras O estudo sobre a glomerulonefrite aguda em crianças e adolescentes baseado no Global Burden of Disease (GBD) 2021 revelou que, em 2021, ocorreram aproximadamente 170.584,89 novos casos no mundo, com uma taxa de incidência padronizada por idade (ASIR) de 6,47 por 100.000 habitantes. A taxa de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) padronizada por idade foi de 2,26 por 100.000 habitantes em 2021, apresentando uma redução significativa com mudança percentual anual estimada (EAPC) de -4,33% entre 1990 e 2021. Apesar da tendência global de queda, observou-se acentuada disparidade regional e sociodemográfica, com o Brasil registrando o maior aumento na taxa de incidência entre 204 países e territórios. Pontos-chave: Em 2021, a glomerulonefrite aguda (AGN) em menores de 20 anos ocasionou 722,35 mortes e 59.588,50 DALYs em todo o mundo. A taxa de incidência global de AGN em indivíduos com menos de 20 anos apresentou tendência de declínio entre 1990 e 2021, com EAPC de -1,03% (IC 95%: -1,15 a -0,92). Em 2021, a China registrou o maior número absoluto de casos incidentes (29.608), seguida pelo Brasil (20.631) e pela Índia (13.514). O Brasil apresentou o aumento de incidência mais expressivo do mundo entre 1990 e 2021, com EAPC de 4,11% (IC 95%: 3,61 a 4,62), atingindo uma ASIR de 32,28 por 100.000 habitantes em 2021. Crianças com menos de 5 anos concentraram a maior proporção da carga de DALYs em 2021 (37,9%), embora a maior incidência de novos casos tenha ocorrido na faixa etária de 10 a 14 anos. Sobre o artigo Título original: Global, regional, and national burden of acute glomerulonephritis in children and adolescents: 1990–2021 analysis and future projections Autores: Ming Liu, Jing Liao, Yunpeng Gou, Ping Yang Revista e ano: Frontiers in Public Health, 2025 Tipo de estudo: Estudo epidemiológico observacional e de modelagem preditiva baseado em dados secundários DOI: 10.3389/fpubh.2025.1677679 Objetivo Estimar sistematicamente a carga global, regional e nacional da glomerulonefrite aguda (AGN) e suas tendências temporais entre crianças e adolescentes menores de 20 anos no período de 1990 a 2021, com projeções de tendência até o ano de 2050. Métodos Estudo epidemiológico baseado nos dados do Global Burden of Disease Study 2021 (GBD 2021) do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). Foram analisados dados de indivíduos com menos de 20 anos, divididos em quatro faixas etárias (< 5 anos, 5–9 anos, 10–14 anos e 15–19 anos), cobrindo 204 países e territórios e 21 regiões do GBD. As métricas avaliadas incluíram número e taxa de incidência, mortalidade e DALYs (compostos por anos de vida perdidos por morte prematura [YLL] e anos vividos com incapacidade [YLD]). A avaliação socioeconômica utilizou o Índice Sociodemográfico (SDI), categorizado em cinco quintis. As tendências temporais foram quantificadas pela mudança percentual anual estimada (EAPC). Análises de desigualdade (índice de concentração e Slope Index of Inequality [SII]), análise de fronteira e modelos preditivos bayesianos de idade-período-coorte (BAPC) foram aplicados para projeções até 2050. O que o estudo mostrou sobre glomerulonefrite aguda em crianças Globalmente, em 2021, foram estimados 170.584,89 casos incidentes (UI 95%: 126.380,92 a 222.733,53) de AGN em menores de 20 anos, com uma ASIR de 6,47 por 100.000 habitantes (UI 95%: 4,79 a 8,45). O número total de mortes foi estimado em 722,35 (UI 95%: 397,94 a 968,63), resultando em uma taxa de mortalidade padronizada de 0,03 por 100.000 habitantes (UI 95%: 0,02 a 0,04). O total de DALYs alcançou 59.588,50 (UI 95%: 32.925,73 a 79.649,94), com taxa de DALYs de 2,26 por 100.000 habitantes (UI 95%: 1,25 a 3,02). Entre 1990 e 2021, a ASIR global declinou com EAPC de -1,03% (IC 95%: -1,15 a -0,92). A taxa de mortalidade e a taxa de DALYs apresentaram quedas acentuadas, com EAPCs de -4,34% (IC 95%: -4,46 a -4,22) e -4,33% (IC 95%: -4,46 a -4,21), respectivamente. Em termos geográficos e por SDI: As regiões de médio SDI registraram a maior taxa de incidência em 2021, com 8,87 por 100.000 habitantes, enquanto as regiões de baixo-médio e baixo SDI apresentaram aumentos de incidência com EAPCs de 0,42% (IC 95%: 0,33 a 0,51) e 0,07% (IC 95%: 0,05 a 0,09), respectivamente. A América Latina Tropical atingiu a maior taxa de incidência regional em 2021, com 31,32 por 100.000 habitantes (UI 95%: 24,39 a 39,35) e EAPC de 4,02% (IC 95%: 3,53 a 4,51). Entre os países, a China teve a maior redução na taxa de incidência entre 1990 e 2021, com EAPC de -2,56% (IC 95%: -2,81 a -2,31). O Brasil registrou o maior aumento de incidência, com EAPC de 4,11% (IC 95%: 3,61 a 4,62). As maiores taxas de DALYs em 2021 ocorreram na República Democrática Popular do Laos (16,47 por 100.000), Timor-Leste (16,08 por 100.000) e Mianmar (13,98 por 100.000). Padrões de idade e sexo: O pico de novos casos incidentes em 2021 ocorreu na faixa etária de 10 a 14 anos (26.262 casos em meninos e 26.671 em meninas). A maior carga de DALYs concentrou-se em crianças menores de 5 anos, destacando-se os meninos dessa faixa etária com 12.829 DALYs (UI 95%: 3.770 a 17.470) em comparação a 9.615 DALYs nas meninas (UI 95%: 7.160 a 13.215). Projeções até 2050: O modelo BAPC projeta redução contínua, porém desacelerada, na ASIR global (5,42 por 100.000 em 2050) e na taxa de DALYs (0,77 por 100.000 em 2050, IC 95%: 0,64 a 0,91). Análise de desigualdade: O índice de concentração de DALYs passou de -0,25 (IC 95%: -0,42 a -0,13) em 1990 para -0,33 (IC 95%: -0,56 a -0,17) em 2021, demonstrando intensificação da desigualdade relativa entre os países. Conclusão dos autores A carga de glomerulonefrite aguda em crianças e adolescentes apresentou redução global contínua de incidência e DALYs entre 1990 e 2021. Entretanto, persistem expressivas disparidades regionais e socioeconômicas, com a carga da doença migrando desproporcionalmente para regiões com recursos limitados. O estudo destaca a necessidade de estratégias de saúde pública direcionadas e intervenções em populações vulneráveis para

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