Hipertensão Refratária em recém-nascido com Displasia Broncopulmonar

Fonte: American Academy of Pediatrics

Hipertensão Refratária em recém-nascido com Displasia Broncopulmonar Sobre o artigo  O artigo relata o caso clínico de uma lactente prematura com displasia broncopulmonar (DBP) que desenvolveu hipertensão sistêmica refratária após o fechamento percutâneo de um ducto arterioso persistente (PDA) hemodinamicamente significativo. O relato propõe a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) como mecanismo fisiopatológico envolvido, levando ao diagnóstico de hiperaldosteronismo secundário. Métodos utilizados A investigação clínica envolveu: Exames laboratoriais de eletrólitos, atividade de renina plasmática e níveis de aldosterona Teste de estímulo com ACTH para avaliar função adrenal Radiografias torácicas seriadas Ecocardiogramas seriados e angiorressonância abdominal/pélvica Tratamento farmacológico escalonado com diversos anti-hipertensivos até introdução de espironolactona Resultados Renina e aldosterona séricas estavam elevadas, sugerindo hiperaldosteronismo secundário. Exames de imagem excluíram estenose de artéria renal, reninoma, ou coarctação da aorta. Ecocardiograma demonstrou função cardíaca normal e fechamento adequado do PDA, com hipertrofia ventricular esquerda reversível após controle pressórico. Introdução de espironolactona levou à normalização da pressão arterial e à redução dos níveis de aldosterona. A paciente recebeu alta após 12 semanas, mantendo bom controle pressórico em seguimento de 1 ano com uso contínuo de espironolactona. Discussão O caso ilustra um quadro de hiperaldosteronismo secundário em lactente com antecedente de DBP e fechamento de PDA. A ativação do SRAA, desencadeada por hipoperfusão renal, foi considerada o mecanismo responsável. A resposta favorável à espironolactona corrobora o diagnóstico. Destaca-se a importância de considerar essa condição em recém-nascidos prematuros com hipertensão refratária, especialmente com histórico de cardiopatias ou DBP. Conclusão O artigo enfatiza a necessidade de incluir o hiperaldosteronismo secundário na investigação de hipertensão neonatal refratária, principalmente em pacientes com DBP e/ou cardiopatias congênitas. A mensuração de renina e aldosterona é crucial para diagnóstico e manejo adequado. O uso de espironolactona demonstrou eficácia terapêutica nesse cenário clínico. Insights clínicos Qual a principal hipótese diagnóstica para hipertensão refratária nesse caso? Hiperaldosteronismo secundário, associado à ativação do SRAA após fechamento de PDA e presença de DBP. Quais exames foram essenciais para o diagnóstico? Dosagens séricas de renina e aldosterona; exames de imagem descartando causas estruturais. Qual foi o tratamento efetivo para controle da hipertensão? Espironolactona, um antagonista da aldosterona, em associação inicial com clonidina e captopril. A hipertrofia ventricular esquerda era permanente? Não. A hipertrofia foi reversível com o controle da pressão arterial. Qual a importância deste caso para a prática clínica neonatal? Destaca-se a necessidade de considerar o hiperaldosteronismo secundário em neonatos prematuros com hipertensão refratária, especialmente com antecedentes de DBP ou cardiopatias. A DBP pode estar relacionada à ativação do SRAA? Sim. Apesar do mecanismo exato ainda não ser completamente elucidado, há evidências de associação entre DBP e hipertensão via ativação do SRAA. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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