Infecção Disseminada por Vírus Herpes Simplex e Síndrome de Extravasamento Capilar em Gêmeas Prematuras Sobre o artigo A infecção neonatal pelo vírus herpes simplex é rara e potencialmente fatal, com alta mortalidade em casos disseminados não tratados. Os autores apresentam o caso de duas gêmeas prematuras diagnosticadas com infecção disseminada por HSV-1, que evoluíram de maneira clínica distinta. O artigo enfatiza a importância da detecção precoce e discute intervenções imunológicas e hemodinâmicas inovadoras aplicadas a uma das gêmeas com quadro grave. Métodos Utilizados Trata-se de um estudo de caso clínico descritivo, com acompanhamento longitudinal de gêmeas prematuras com infecção disseminada por HSV-1. Ambas foram submetidas a tratamento antiviral com aciclovir e a protocolos específicos conforme a gravidade clínica. As pacientes também participaram de um estudo sobre citocinas séricas em prematuros, permitindo a correlação entre expressão inflamatória e evolução clínica. Resultados Gêmea A: Apresentou quadro grave com falência hepática, hipotensão, hipoalbuminemia e anasarca, compatíveis com síndrome de extravasamento capilar (CLS). Foi necessário suporte ventilatório, vasopressores, corticoterapia, imunoglobulina intravenosa (IVIG) e teofilina. Evoluiu com melhora após duas semanas de sobrecarga hídrica severa e iniciou diurese espontânea. Teve apenas um episódio de recorrência cutânea do HSV. Gêmea B: Teve apresentação inicial mais leve, com lesões cutâneas e elevação de enzimas hepáticas. Desenvolveu ceratite herpética durante o tratamento e, aos 8 meses, foi readmitida com meningite herpética recorrente, necessitando novo curso de aciclovir intravenoso e anticonvulsivantes. Discussão Este relato ressalta a gravidade da infecção disseminada por HSV em neonatos e o risco aumentado de morbimortalidade em pacientes com instabilidade hemodinâmica. A gêmea A sobreviveu apesar de prognóstico reservado, com uso de protocolo imunológico e hemodinâmico guiado por ecocardiograma funcional. O tratamento direcionado à resposta inflamatória sistêmica (citocinas pró-inflamatórias elevadas e IL-10 diminuída) foi associado à reversão do quadro clínico. A gêmea B, apesar de quadro inicial mais leve, apresentou sequelas neurológicas e recorrência viral, evidenciando a imprevisibilidade da evolução do NHSV. Conclusão A abordagem personalizada, combinando imunomodulação e manejo hemodinâmico preciso, pode melhorar o prognóstico em neonatos com infecção grave por HSV e síndrome de extravasamento capilar. O caso reforça a importância da integração entre imunologia neonatal e ecocardiografia funcional na prática clínica para reduzir a mortalidade associada ao NHSV disseminado. Insights clínicos Qual é o principal desafio no diagnóstico do HSV neonatal? O principal desafio é que a apresentação clínica frequentemente mimetiza a sepse bacteriana neonatal e as lesões cutâneas características estão ausentes em um terço dos casos. Como a síndrome de extravasamento capilar (CLS) se apresentou na gêmea A? Com hipotensão, hipoalbuminemia, anasarca, falência hepática e sobrecarga hídrica severa. Qual foi a estratégia terapêutica usada na gêmea A com CLS? Tratamento prolongado com aminofilina, metilprednisolona e imunoglobulina intravenosa, além de suporte hemodinâmico guiado por ecocardiograma funcional e uso de vasopressina. Qual foi a principal diferença na evolução entre as gêmeas? A gêmea A teve curso agudo grave com recuperação, enquanto a gêmea B teve quadro inicial mais leve, mas apresentou complicações neurológicas tardias e recidiva de meningite herpética. O uso de terapia imunomoduladora é rotina em HSV neonatal? Não. Embora promissora, a terapia imunológica com corticosteroides e IVIG não é ainda padronizada para todos os casos de HSV disseminado, sendo usada aqui de forma personalizada. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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