Leite Materno para Sofrimento Respiratório Recorrente Grave em um Bebê Prematuro O artigo relata um caso de sofrimento respiratório recorrente grave em um bebê prematuro devido a quilotórax congênito. Apresentação do Caso: Gestação: Uma primigesta de 24 anos foi encaminhada para medicina materno-fetal devido a hidrotórax fetal esquerdo grave detectado na 28ª semana de gestação. Toracocentese in utero foi realizada na 31ª semana. Nascimento: O bebê, do sexo feminino, nasceu por cesariana às 32 semanas e 6 dias, pesando 2136 g. Pós-natal Imediato: O bebê apresentou sofrimento respiratório grave, exigindo CPAP e uma fração de oxigênio inspirado (FiO₂) de 1.0. Uma toracocentese drenou 15 mL/kg de líquido cor de palha, com alta contagem de linfócitos (95%) e triglicerídeos de 40 mg/dl. Um dreno torácico foi inserido devido ao reaparecimento do líquido. Progressão: As alimentações enterais foram iniciadas no dia 2 com o próprio leite materno. O bebê foi desmamado do CPAP no dia 7, e o dreno torácico foi removido no dia 4. Recorrência e Diagnóstico: Na quarta semana de vida, o bebê apresentou deterioração clínica aguda com sofrimento respiratório. Uma radiografia de tórax confirmou um derrame pleural esquerdo de tamanho moderado, que foi drenado. A análise do líquido pleural, que tinha aparência leitosa, revelou: Contagem de células: 52 000 por microlitro com 98% de linfócitos. Níveis de triglicerídeos: 2341 mg/dL. Quilomícrons positivos. O diagnóstico real foi quilotórax congênito. Tratamento e Desfecho: A abordagem de alimentação primária para quilotórax é leite materno desnatado ou uma fórmula à base de triglicerídeos de cadeia média (TCM). Como a fórmula à base de TCM não estava disponível na Índia, o leite materno foi centrifugado em laboratório (5000 rotações por minuto por 15 minutos) para remover a camada de gordura (desnatação). O leite com baixo teor de gordura resultante foi administrado, resultando na diminuição dos níveis de triglicerídeos e na mudança da cor do dreno pleural para cor de palha. O óleo TCM foi adicionado ao leite materno desnatado para fortificação antes da alta. O bebê teve um bom desenvolvimento e tolerou a transição para leite de vaca regular por volta de 1 ano de idade. Conclusão: O leite materno desnatado pode ser preparado facilmente e desempenha um papel fundamental no manejo não farmacológico e não cirúrgico do quilotórax congênito, especialmente em ambientes com recursos limitados. Crianças com quilotórax congênito primário e não sindrômico sem hidropisia fetal têm potencial para bons resultados. Confira esses e outros artigos clicando aqui
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