Morbidades Neonatais e Hospitalizações nos Dois Primeiros Anos de Vida em Recém-Nascidos Muito Prematuros

Morbidades neonatais e hospitalizações nos dois primeiros anos de vida em prematuros extremos Sobre o artigo Recém-nascidos muito prematuros (RNs <32 semanas) apresentam riscos elevados de morbidades agudas e crônicas que afetam não apenas o período neonatal, mas também a saúde nos primeiros anos de vida. O objetivo deste estudo foi descrever a incidência de hospitalizações e identificar as principais causas associadas nos dois primeiros anos de vida, correlacionando com as principais morbidades neonatais. Métodos utilizados Estudo de coorte prospectivo baseado em dados da rede Eunice Kennedy Shriver NICHD Neonatal Research Network, incluindo bebês com <29 semanas de gestação nascidos entre 2012 e 2018 e acompanhados até os 2 anos de idade corrigida. Foram analisadas variáveis neonatais, incidência de hospitalizações pós-alta, causas principais e fatores associados por meio de regressão multivariada. Resultados A amostra incluiu 6.587 crianças.  56,3% foram hospitalizadas pelo menos uma vez após a alta da UTIN.  As causas mais frequentes foram: doenças respiratórias (41,9%), infecções (23,5%) e complicações gastrointestinais (11,8%).  As morbidades neonatais mais associadas à hospitalização foram: displasia broncopulmonar (DBP), enterocolite necrosante (ECN) e hemorragia intraventricular (HIV) grau ≥3.  Bebês com DBP moderada a grave tiveram risco duas vezes maior de hospitalização.  A mediana de idade na primeira hospitalização foi 4 meses corrigidos.  Crianças com múltiplas morbidades apresentaram maior frequência e duração de internações.  Discussão Mais da metade dos RNs <29 semanas de gestação foram hospitalizados até os 2 anos, principalmente por causas respiratórias. A presença de DBP foi o fator mais fortemente associado, evidenciando seu impacto prolongado sobre a saúde respiratória. ECN e HIV grave também aumentaram o risco. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias integradas de prevenção e monitoramento pós-alta, com foco especial em prematuros com múltiplas morbidades neonatais. Conclusão A hospitalização nos dois primeiros anos é comum entre recém-nascidos muito prematuros e está fortemente associada a condições como DBP, ECN e HIV grave. Identificar precocemente os pacientes de maior risco pode orientar intervenções preventivas e otimizar o seguimento ambulatorial especializado. Insights clínicos  Qual a frequência de hospitalizações em prematuros extremos até 2 anos? Mais de 50% foram hospitalizados pelo menos uma vez, com mediana de idade de 4 meses corrigidos na primeira internação. Quais as principais causas dessas hospitalizações? Doenças respiratórias (principal), infecções sistêmicas e complicações gastrointestinais. Quais morbidades neonatais aumentam o risco de hospitalização? Displasia broncopulmonar, enterocolite necrosante e hemorragia intraventricular grau ≥3. Existe perfil de risco para hospitalização precoce? Sim. Bebês com múltiplas morbidades e DBP moderada a grave apresentam maior risco de hospitalização recorrente e prolongada. Como esses dados impactam o seguimento clínico? Permitem identificar bebês de alto risco que se beneficiam de seguimento intensivo, intervenção precoce e suporte multiprofissional. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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