Nascimento prematuro e risco de uso de serviços de saúde, morbidade e necessidade de medicação aos 5 anos de idade

Utilização de serviços de saúde, morbidade e medicação em crianças nascidas prematuras até os 5 anos de idade Sobre o artigo  A prematuridade continua a ser um fator de risco importante para morbidade e mortalidade neonatal, mesmo com os avanços na medicina neonatal. Poucos estudos atuais avaliaram o impacto do nascimento prematuro na saúde e uso de serviços médicos durante a infância. Este estudo de coorte populacional em British Columbia (Canadá) teve como objetivo descrever a associação entre a idade gestacional ao nascimento e os desfechos em saúde até os 5 anos de idade, incluindo hospitalizações, consultas ambulatoriais, morbidades e uso de medicamentos. Métodos utilizados Trata-se de um estudo de coorte baseado em dados administrativos de saúde pública de British Columbia, incluindo 448.819 crianças nascidas vivas entre 22 e 44 semanas de gestação, entre abril de 2004 e dezembro de 2014. Os dados foram vinculados a quatro bases de dados: registros perinatais, hospitalares, de serviços médicos e farmacêuticos. Os desfechos avaliados foram hospitalizações, consultas médicas ambulatoriais, diagnósticos de morbidades e prescrições de medicamentos do nascimento até os 5 anos de idade (início do seguimento a partir dos 6 meses de vida). Resultados Crianças nascidas antes de 37 semanas (9,4% da coorte) apresentaram maiores taxas de hospitalizações, consultas médicas e prescrições de medicamentos em comparação com aquelas nascidas a termo (39-41 semanas). A prematuridade extrema (22-24 semanas) esteve associada a um risco 6,37 vezes maior de hospitalização até os 5 anos. Também foram observadas maiores taxas de doenças respiratórias, endócrinas, gastrointestinais, renais, neurológicas e distúrbios do sono. Crianças prematuras apresentaram maior uso de antibióticos, broncodilatadores, corticosteroides, diuréticos e hormônios tireoidianos. Discussão Os achados demonstram que a prematuridade está associada a um aumento significativo na utilização de recursos de saúde e ocorrência de múltiplas morbidades na infância. Mesmo com os avanços no cuidado neonatal, o impacto da prematuridade persiste até os 5 anos de idade. Doenças respiratórias, incluindo infecções e asma, foram as causas mais comuns de hospitalização e consultas. A exposição precoce a infecções, uso de antibióticos e necessidade de terapias invasivas contribuem para a complexidade clínica dos prematuros. Os dados reforçam a importância do seguimento multidisciplinar prolongado para essa população. Conclusão Crianças nascidas prematuras continuam a apresentar elevado risco de morbidade, necessidade de hospitalizações e uso de medicamentos até os 5 anos de idade. Esses resultados evidenciam a necessidade de programas ampliados de seguimento e estratégias de prevenção, especialmente focadas em doenças respiratórias, crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor e suporte familiar. Insights clínicos Crianças prematuras têm maior risco de hospitalização na infância? Sim. O risco de hospitalização até os 5 anos foi até 6 vezes maior entre as crianças nascidas entre 22 e 24 semanas em comparação com aquelas nascidas a termo. Quais são as principais morbidades associadas à prematuridade? Doenças respiratórias, neurológicas, endócrinas, gastrointestinais, renais e distúrbios do sono foram significativamente mais prevalentes em prematuros. Existe maior prescrição de medicamentos para prematuros? Sim. Crianças prematuras apresentaram maior uso de antibióticos, broncodilatadores, corticosteroides, diuréticos e hormônios tireoidianos. O risco de morbidade é proporcional ao grau de prematuridade? Em geral, sim. Quanto menor a idade gestacional ao nascimento, maior o risco de morbidade e uso de recursos de saúde. Os achados reforçam a necessidade de seguimento especializado? Sim. Os resultados indicam a importância de estratégias clínicas voltadas ao acompanhamento contínuo de crianças prematuras, especialmente nos primeiros 5 anos de vida. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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