Necessidades de Proteína na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal Sobre o artigo Recém-nascidos, especialmente os prematuros, apresentam alta demanda proteica para garantir crescimento adequado e prevenir déficits neurológicos e metabólicos. Este artigo revisa a importância da ingestão adequada de proteínas na UTI neonatal, considerando os desafios do fornecimento ideal durante os primeiros dias e semanas de vida, quando o risco de desnutrição proteico-calórica é elevado. Métodos utilizados Revisão narrativa baseada em literatura científica atual, diretrizes internacionais e evidências clínicas sobre os efeitos da ingestão proteica em neonatos de muito baixo peso ao nascer. São discutidas recomendações nutricionais, vias de administração (parenteral e enteral), composição do leite materno e fortificações necessárias para atingir as metas proteicas. Resultados Recém-nascidos de muito baixo peso requerem de 3,5 a 4,5 g/kg/dia de proteína para crescimento adequado. A administração precoce de proteína parenteral (1,5 a 3 g/kg/dia nas primeiras 24 horas) está associada a menor catabolismo e melhores desfechos de peso e comprimento. O leite humano não fortificado não atinge as metas proteicas em prematuros, exigindo fortificação com proteínas adicionais. A proteína enteral é preferível à parenteral quando a tolerância digestiva permite, por sua melhor biodisponibilidade. Monitoramento bioquímico (ureia, albumina, crescimento) é essencial para evitar sobrecarga proteica ou deficiência. A composição proteica do leite humano varia amplamente, sendo ideal o uso de fortificação individualizada. Discussão A ingestão proteica insuficiente está diretamente associada à restrição de crescimento extrauterino, atraso no desenvolvimento neurocognitivo e alterações metabólicas. Por outro lado, o excesso proteico pode levar a acidose, azotemia e sobrecarga renal. Portanto, a individualização da terapia nutricional, com base na idade gestacional, tolerância clínica e metas de crescimento, é fundamental. A fortificação do leite materno deve ser ajustada conforme a necessidade e resposta do recém-nascido. Conclusão As necessidades proteicas dos recém-nascidos na UTI neonatal são elevadas e devem ser atendidas por meio de uma estratégia combinada de nutrição parenteral precoce e nutrição enteral fortificada. A personalização da terapia, associada ao monitoramento rigoroso, é essencial para garantir crescimento e desenvolvimento adequados. Insights clínicos Qual a ingestão proteica recomendada para recém-nascidos de muito baixo peso? Entre 3,5 e 4,5 g/kg/dia, com início precoce idealmente nas primeiras 24 horas de vida. O leite materno atende às necessidades proteicas sozinho? Não. É necessário fortificá-lo para atingir metas nutricionais em prematuros. Quando preferir a proteína enteral à parenteral? Assim que houver tolerância digestiva, devido à melhor biodisponibilidade e menor risco de complicações metabólicas. Quais os riscos do excesso proteico? Azotemia, acidose metabólica e sobrecarga renal, especialmente em prematuros extremos. Como monitorar a adequação proteica? Acompanhando ureia, albumina, ganho de peso e crescimento linear. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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