Videolaringoscopia versus laringoscopia direta para intubação traqueal urgente em neonatos: revisão sistemática e meta-análise

Videolaringoscopia versus laringoscopia direta para intubação traqueal urgente em neonatos: revisão sistemática e meta-análise Sobre o artigo A intubação traqueal em neonatos é frequentemente realizada em contextos urgentes por neonatologistas, em salas de parto ou unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN), com taxas de sucesso inferiores às observadas em adultos. A videolaringoscopia (VL) surgiu como uma possível ferramenta para melhorar a visualização da via aérea e a taxa de sucesso das intubações, especialmente por intubadores inexperientes. Métodos utilizados Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECRs), quase-randomizados, estudos cruzados ou por clusters, realizados exclusivamente na UTIN ou na sala de parto, que compararam a videolaringoscopia (VL) à laringoscopia direta (LD). As buscas foram realizadas em bases como Cochrane, MEDLINE, Embase e CINAHL até agosto de 2024, sem restrições de idioma. Os desfechos primários incluíram sucesso da intubação na primeira tentativa e sucesso global da intubação. Secundariamente, foram avaliadas saturação de oxigênio, frequência cardíaca, eventos adversos, tempo de intubação e número de tentativas. Resultados Foram incluídos seis estudos (863 intubações). O uso de VL aumentou significativamente a taxa de sucesso na primeira tentativa (RR 1,46; IC 95% 1,21–1,75; NNT = 6). Entre os intubadores em treinamento, o uso da VL manteve o mesmo benefício (RR 1,45; IC 95% 1,21–1,75). Não houve aumento na ocorrência de eventos adversos relacionados à via aérea. A heterogeneidade entre os estudos impediu meta-análise dos desfechos secundários, mas não foram observadas diferenças significativas nesses parâmetros. Discussão A VL mostrou-se superior à LD em termos de sucesso na primeira tentativa de intubação, sem aumento de eventos adversos. Dado o cenário de oportunidades reduzidas para treinamento e a dificuldade na aquisição e manutenção da competência técnica, a VL representa uma solução prática e educacional. Além de favorecer a visualização compartilhada entre intubador e supervisor, facilita a correção de erros em tempo real e pode acelerar a curva de aprendizagem dos residentes. Contudo, a disponibilidade de equipamentos e o custo permanecem como barreiras para a implementação universal. Conclusão A videolaringoscopia deve ser considerada padrão de cuidado para intubação neonatal urgente, especialmente quando realizada por operadores inexperientes. Sua adoção pode melhorar significativamente os desfechos sem comprometer a segurança dos pacientes. Insights clínicos  A videolaringoscopia melhora a taxa de sucesso na primeira tentativa de intubação em neonatos? Sim. A meta-análise demonstrou aumento significativo na taxa de sucesso com VL em comparação à LD (RR 1,46), com NNT de 6. Quais profissionais se beneficiam mais da videolaringoscopia? Trainees e profissionais com menor experiência apresentaram maior benefício com o uso de VL. A videolaringoscopia aumenta o risco de eventos adversos? Não. Não houve aumento significativo de eventos adversos relacionados à via aérea com o uso da VL. A VL é eficaz mesmo em neonatos extremamente prematuros ou de baixo peso? Sim, embora alguns estudos tenham excluído neonatos <1000g devido a limitações técnicas de dispositivos, modelos mais recentes já contemplam essa população. Há evidências de que a VL contribua para o ensino da intubação neonatal? Sim. Além de melhorar o sucesso, a VL favorece a supervisão em tempo real e facilita a aprendizagem por permitir visualização compartilhada da anatomia. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

Faça login para acessar o conteúdo
ou cadastre-se.ESQUECI MINHA SENHA

Compartilhe esse conteúdo

LinkedIn
Twitter
Facebook
WhatsApp

Posts relacionados

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Este site é feito exclusivamente para profissionais de saúde.