Atresia e Estenose Coanal Neonatal

Fonte: American Academy of Pediatrics

Atresia e Estenose Coanal Neonatal Sobre o artigo  Este artigo de revisão aborda a atresia coanal (CA) e a estenose coanal (CS), anomalias congênitas que causam obstrução ou estreitamento das coanas. A apresentação clínica varia conforme a gravidade e lateralidade da obstrução, indo desde desconforto respiratório imediato no período neonatal (em casos bilaterais) até sintomas mais leves, diagnosticados tardiamente, em casos unilaterais. A CA está frequentemente associada a síndromes genéticas, sendo essencial uma avaliação abrangente para investigação de comorbidades e definição da abordagem terapêutica adequada. Métodos utilizados O artigo é uma revisão narrativa baseada em literatura atualizada, com abordagem detalhada da embriologia, diagnóstico diferencial, manifestações clínicas, métodos diagnósticos, conduta terapêutica e seguimento pós-operatório. Foram incluídas evidências de estudos multicêntricos, recomendações de consenso e metanálises recentes sobre CA/CS. Resultados CA ocorre entre 1:5.000 e 1:9.000 nascidos vivos, com predominância feminina e unilateral (2/3 dos casos).  75% dos casos estão associados a anomalias craniofaciais ou síndromes genéticas, como CHARGE.  Neonatos com CA/CS bilateral geralmente apresentam desconforto respiratório ao nascimento e necessitam de intervenção imediata.  A avaliação diagnóstica inclui endoscopia nasal, tomografia computadorizada e investigação de malformações associadas.  O tratamento varia de manejo clínico em casos unilaterais leves até cirurgia endoscópica precoce em casos bilaterais sintomáticos.  A utilização de stents nasais no pós-operatório é controversa; a tendência atual é evitar seu uso de rotina.  Discussão A atresia e a estenose coanal representam causas importantes de obstrução nasal congênita. O artigo destaca a importância de diferenciar essas condições de outras obstruções nasais, como estenose da abertura piriforme, massas nasais médias e dacriocistoceles. A embriogênese da CA/CS ainda é pouco compreendida, com falha de ruptura da membrana oronasal sendo a teoria mais aceita. O reconhecimento precoce, especialmente em casos bilaterais, é essencial para evitar insuficiência respiratória. Além disso, o artigo discute os avanços nas técnicas cirúrgicas endoscópicas e o papel do seguimento especializado para evitar recidivas. Conclusão A CA/CS deve ser considerada frente a sinais de obstrução nasal em neonatos. O diagnóstico precoce e o manejo individualizado, conforme gravidade e comorbidades, são fundamentais. O tratamento cirúrgico endoscópico é a abordagem preferencial atual, e o seguimento pós-operatório deve ser prolongado para monitoramento de reestenose. A investigação de síndromes associadas, como CHARGE, é crucial para o manejo multidisciplinar adequado. Insights clínicos  Quais são os principais diagnósticos diferenciais da obstrução nasal congênita? Congênita: estenose da abertura piriforme, estenose nasal média, massas nasais médias (dermoides, encefaloceles, gliomas), dacriocistoceles e desvio septal congênito. Como se apresenta clinicamente a CA bilateral em neonatos? Apresenta-se com desconforto respiratório ao nascimento, cianose paradoxal (melhora ao chorar), dificuldade para alimentar-se e possível falha em extubações repetidas. Quando é indicado tratamento cirúrgico na CA unilateral? Em geral, após os 6 meses de idade, se persistirem sintomas com tratamento clínico. Quais exames devem ser solicitados na investigação inicial? Endoscopia nasal flexível e tomografia de face. Avaliação para outras malformações com ecocardiograma, genética, oftalmologia, neurologia e urologia, se indicado. O uso de stent nasal após cirurgia é obrigatório? Não. Evidências atuais não mostram benefício claro, e seu uso pode levar a complicações locais. Pode ser considerado em revisões cirúrgicas. Qual o principal fator embriológico implicado na CA/CS? Falha na ruptura da membrana oronasal durante a 6ª semana gestacional. Quais síndromes estão mais frequentemente associadas à CA? CHARGE (mais prevalente), Treacher Collins, Crouzon, Apert, Pfeiffer, entre outras. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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