Perda de peso pós-natal e amamentação exclusiva em recém-nascidos

Perda de peso pós-natal e aleitamento materno exclusivo Sobre o artigo  Este estudo investigou a associação entre perda de peso nos primeiros dias de vida e a prática do aleitamento materno exclusivo (AME) em recém-nascidos. A perda ponderal nas primeiras 48-72 horas é comum e esperada, mas quando excessiva pode gerar insegurança materna, levando à introdução precoce de fórmulas. Essa interrupção precoce do AME pode afetar negativamente o crescimento e desenvolvimento infantil. Métodos utilizados Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo-analítico, realizado com 1101 recém-nascidos saudáveis atendidos em centros de saúde pública no Irã, entre novembro e dezembro de 2024. A amostra incluiu bebês nascidos com ≥ 34 semanas de gestação e sem intercorrências clínicas. Dados sobre peso e alimentação foram coletados desde o nascimento até os dois anos de idade. A perda de peso superior a 5% foi considerada excessiva. A análise estatística utilizou testes descritivos e analíticos (qui-quadrado, correlação de Pearson) com significância de p < 0,05. Resultados A perda média de peso nos primeiros 3–5 dias foi de 131 g, equivalente a 4,01% do peso ao nascer.  16,3% dos bebês perderam > 7% do peso ao nascer.  Bebês que perderam > 5% do peso apresentaram menor peso médio aos 24 meses (11.942 g vs. 12.484 g; p < 0,001).  A taxa de AME caiu de 97% para 59,3% aos 6 meses nos bebês com > 5% de perda de peso, enquanto permaneceu mais estável nos que perderam ≤ 5% (57,8% para 49,2%).  Cesarianas e prematuridade tardia estiveram associadas a maior perda de peso.  Mais de 27% dos bebês com perda > 5% foram desmamados entre 6–12 meses, contra 17,5% no grupo com menor perda (p < 0,001).  Discussão A perda de peso pós-natal excessiva está relacionada com menor duração do AME e menor ganho de peso até os dois anos. Essa perda pode gerar estresse materno, resultando em suplementação precoce com fórmula. O estudo destaca que a recuperação ponderal até o 10º dia de vida é um marcador importante de sucesso no AME. A introdução precoce e inadequada de alimentos complementares após os 6 meses pode também comprometer o crescimento. Fatores como tipo de parto, idade gestacional e assistência pós-natal influenciam a perda e o ganho de peso. Conclusão Recém-nascidos com perda de peso > 5% e que não recuperam o peso de nascimento até o 10º dia de vida apresentam menor duração de AME e menor peso aos dois anos. Estratégias para reduzir a perda de peso excessiva e promover a recuperação precoce podem melhorar as taxas de aleitamento exclusivo e o crescimento infantil a longo prazo. Insights clínicos  Qual é o impacto da perda de peso superior a 5% nos primeiros dias de vida? Está associada a menor taxa de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e menor peso corporal aos 2 anos de idade. Quais fatores aumentam o risco de perda de peso excessiva no recém-nascido? Parto cesáreo, prematuridade tardia e sexo feminino foram correlacionados com maior perda de peso. A perda de peso interfere na duração do aleitamento materno exclusivo? Sim. Bebês que perderam > 5% apresentaram maior taxa de introdução de fórmula e desmame precoce. Como a recuperação do peso ao nascer até o 10º dia influencia o prognóstico? A recuperação até o 10º dia está relacionada à continuidade do aleitamento exclusivo e melhor crescimento até os 2 anos. Que recomendações práticas surgem deste estudo? Monitorar de perto o peso nas primeiras duas semanas e oferecer suporte técnico precoce às mães pode prevenir interrupções no aleitamento materno exclusivo. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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