Sepse e Choque Séptico: Atualização na Definição, Fisiopatologia e Manejo Sobre o artigo O artigo oferece uma revisão abrangente da sepse, definida como uma disfunção orgânica aguda e com risco de vida causada por uma resposta desregulada à infecção. A sepse permanece uma das principais causas de mortalidade hospitalar no mundo, com 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes estimadas por ano. A alta carga econômica e clínica reforça a importância do reconhecimento precoce e manejo eficaz da condição. Métodos utilizados Este é um artigo de revisão narrativa. Os autores realizaram uma análise crítica da literatura recente, incluindo dados epidemiológicos globais, definições históricas e atuais da sepse, fisiopatologia imunológica e vascular, estratégias terapêuticas e os principais ensaios clínicos desde 2015. Resultados Os principais achados revisados incluem: A sepse ocorre predominantemente em países de baixa e média renda, afetando desproporcionalmente crianças menores de 5 anos e idosos. A mortalidade hospitalar por sepse continua alta, apesar dos avanços no tratamento. A resposta inflamatória desregulada, imunossupressão e lesão microvascular são centrais na fisiopatologia da sepse. Ensaios clínicos recentes destacam que estratégias personalizadas de reposição volêmica e escolha de fluidos balanceados (em vez de salina normal) reduzem eventos adversos renais e mortalidade. O uso de corticoterapia em choque séptico continua controverso, com alguns estudos mostrando benefícios e outros resultados neutros. Discussão A sepse é um fenômeno heterogêneo, tanto na apresentação clínica quanto na resposta ao tratamento. O reconhecimento precoce é dificultado pela variedade de manifestações clínicas. Biomarcadores e ferramentas moleculares têm sido investigados para melhorar a acurácia diagnóstica, mas ainda não são rotina. Há uma crescente ênfase na estratificação fenotípica e no tratamento individualizado, dado o impacto da variabilidade do hospedeiro e do patógeno nos desfechos clínicos. Conclusão A sepse continua sendo uma emergência médica com alta mortalidade e morbidade. Embora os princípios de tratamento baseados no controle da infecção, ressuscitação volêmica e suporte hemodinâmico permaneçam fundamentais, há um movimento em direção à medicina de precisão, com abordagens terapêuticas personalizadas. O avanço no entendimento da fisiopatologia imunológica e metabólica é promissor para o desenvolvimento de terapias-alvo. Insights clínicos Quais são os sinais clínicos sugestivos de sepse? Alteração do estado mental, hipotensão e taquipneia são achados clínicos fortemente sugestivos de sepse na presença de infecção. Qual é o volume inicial recomendado para ressuscitação volêmica em adultos? 30 mL/kg de cristaloide intravenoso, preferencialmente em bolus monitorados e com solução balanceada. Quando considerar o uso de corticoides em pacientes com sepse? Em casos de choque séptico refratário à reposição volêmica e vasopressores. A hidrocortisona com ou sem fludrocortisona pode reduzir a duração do choque. Há evidência de que o início precoce de antibióticos reduz mortalidade? Sim. Estudos observacionais mostram aumento da mortalidade com atrasos na administração de antimicrobianos. Quais são os desafios atuais no diagnóstico de sepse? Falta de teste específico, manifestações clínicas inespecíficas e dificuldade em confirmar a infecção em até 1/3 dos casos. Existe diferença na abordagem da sepse em países de baixa e alta renda? Sim. Ensaios clínicos mostram que estratégias de manejo não são diretamente transponíveis, dada a diferença de recursos, perfis de patógenos e comorbidades. Quais subtipos de sepse estão sendo investigados? Subtipos baseados em expressão gênica, dados clínicos e biomarcadores plasmáticos, com diferentes respostas terapêuticas observadas em análises pós-hoc. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
Faça login para acessar o conteúdo
ou cadastre-se. | ESQUECI MINHA SENHA