Selecionamos 7 artigos recentes e altamente relevantes para a prática clínica em neonatologia e pediatria. Os temas incluem microbiota do leite materno, ventilação, obesidade infantil, COVID longa, malformações anorretais, e mais — todos com potencial de impactar diretamente sua tomada de decisão clínica.
E o melhor: os resumos estruturados em português já estão disponíveis aqui no NeoPed HUB.
Confira os destaques:
1. Leite materno e microbiota intestinal: o quanto se transmite ao bebê?
Uma revisão sistemática com mais de 2500 crianças e 4600 amostras de fezes revela dados surpreendentes sobre a presença de bactérias no leite materno e sua contribuição para a microbiota intestinal dos bebês nos primeiros anos de vida.
2. Malformação anorretal: o que realmente sabemos sobre os desfechos a longo prazo?
Mesmo após correção anatômica, muitos pacientes enfrentam desafios funcionais e psicossociais. Esta revisão sistemática identificou 339 desfechos relatados, destacando a necessidade de padronização e acompanhamento estruturado.
3. Agonistas do receptor GLP-1 na obesidade pediátrica: nova era no tratamento?
Com o avanço do uso de semaglutida em crianças, a AAP atualizou suas diretrizes após 15 anos. O novo enfoque abandona a “espera vigilante” e recomenda intervenções precoces, incluindo medicamentos e cirurgia para casos graves.
4. Radiografias e ventilação neonatal: podemos confiar na contagem de costelas?
Este artigo questiona a prática comum de ajustar parâmetros ventilatórios com base na posição do diafragma na radiografia. A associação com o volume pulmonar real mostrou-se fraca — exigindo uma nova abordagem à beira do leito.
5. COVID longa em crianças: o que sabemos até agora?
Afetando até 20% dos infectados, a COVID longa impacta o desenvolvimento, cognição e bem-estar de milhões de crianças. O artigo resume sintomas por faixa etária, estratégias de acompanhamento e desafios no diagnóstico.
6. Posição do diafragma na radiografia prediz volume pulmonar em RN?
Uma análise de mais de 200 recém-nascidos revelou que a contagem de costelas não é um indicador confiável do volume pulmonar real. A prática precisa ser revista à luz desses achados.
7. Clampeamento tardio com 100% de oxigênio em prematuros extremos: seguro e eficaz?
Em um estudo randomizado, recém-nascidos entre 22–28 semanas de gestação receberam oxigênio a 30% ou 100% durante o clampeamento tardio. O grupo com maior concentração teve menos hipóxia nos primeiros minutos — sem aumento de complicações.


