Design do estudo
Coorte retrospectiva baseada em dados prospectivos
Hospital Rotunda, Irlanda.
110 RN prematuros (<29 semanas), alto risco (escore PDAsc =5).
Divididos em dois grupos:
Falha terapêutica (n=52): ducto permaneceu aberto.
Sucesso terapêutico (n=58): ducto fechado após ibuprofeno ou paracetamol.
Principais achados
Variáveis associadas à falha terapêutica:
Idade gestacional menor (25,2 vs 25,9 semanas; p<0,01).
Escore PDAsc mais alto (7,8 vs 7,0; p<0,01).
Menor razão mitral E:A (0,78 vs 0,90; p=0,02).
Maior relação átrio esquerdo/aorta (1,7 vs 1,4; p=0,02).
Menor velocidade sistólica na artéria celíaca.
Maior strain longitudinal global (GLS) do VE (20,8% vs 18,1%; p<0,01).
Menor incidência de pré-eclâmpsia materna.
Na análise multivariada, apenas o GLS foi preditor independente de falha (OR 0,83; IC95% 0,70–0,98).
Implicações clínicas
GLS do ventrículo esquerdo medido precocemente pode identificar prematuros com menor chance de resposta à terapia medicamentosa.
Escore PDAsc elevado e marcadores de disfunção diastólica/sobrecarga atrial devem alertar a equipe sobre necessidade de estratégias alternativas.
Sugestões práticas:
Reforçar uso de ecocardiografia funcional avançada (strain, E:A).
Considerar fechamento percutâneo ou ajustes de dose em bebês com preditores de falha.
Monitorar especialmente RN <26 semanas, com sinais de baixo débito e disfunção ventricular.
Este estudo reforça a importância de personalizar o manejo do PDA em prematuros extremos com base em marcadores precoces e objetivos.
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