O que é o EXIT?
Técnica realizada durante cesárea com circulação útero-placentária mantida.
Permite tempo para intervenção cirúrgica fetal, como intubação, traqueostomia ou ressecção tumoral.
Evita asfixia perinatal em casos de obstrução de via aérea.
Principais indicações:
Síndrome da obstrução de via aérea fetal (CHAOS).
Teratoma orofaríngeo ou cervical volumoso.
Linfangioma ou cisto branquial gigante.
Anomalias laríngeas ou traqueais (atresia, estenose).
Casos selecionados de massas torácicas ou tumores cardíacos obstrutivos.
Em alguns centros, usado em anastomose de gêmeos siameses e intervenções fetoscópicas.
Requisitos técnicos
Realizado com anestesia geral materna profunda.
Uterotomia ampla, evitando contrações uterinas (tocolíticos + anestesia volátil).
Monitoramento fetal contínuo, com ventilação intraútero mantida via cordão umbilical.
Equipe multidisciplinar: obstetra, neonatologista, anestesista, cirurgião pediátrico e equipe de ECMO (se necessário).
Considerações éticas e prognósticas
Indicações devem equilibrar benefício fetal x risco materno.
O sucesso depende de planejamento antenatal detalhado e da capacidade institucional.
Sobrevida e função a longo prazo variam conforme diagnóstico base:
Teratomas e linfangiomas ressecáveis ? bom prognóstico.
CHAOS e atresias traqueais complexas ? risco aumentado de insuficiência respiratória e mortalidade.
Dicas práticas para o neonatologista
Participar de reuniões pré-natais para conhecer plano cirúrgico
Garantir disponibilidade de ventilação e reanimação avançada na sala de parto
Antecipar possíveis complicações como hemorragia materna, instabilidade fetal e necessidade de ECMO
O EXIT redefine o nascimento como um momento cirúrgico planejado e controlado para salvar vidas em malformações fetais graves.
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