Destaques da Meta-Análise
Tratamento ativo x conduta expectante para PDA hemodinamicamente significativo.
10 ensaios clínicos randomizados | 2035 prematuros <33 semanas.
Resultados principais:
Maior risco no grupo tratado ativamente:
Morte ou displasia broncopulmonar (DBP) moderada a grave:
56% no grupo tratado vs 51% no grupo expectante (RR 1,10; p = 0,02).
Mortalidade até 36 semanas:
14% no grupo tratado vs 11% no grupo expectante (RR 1,27; p = 0,04).
Tendência a aumento de complicações neurológicas e pulmonares:
PVL: 5,7% (tratado) vs 3,5% (expectante) – diferença não significativa, mas com tendência de risco.
Implicações clínicas
Apesar da lógica histórica em fechar precocemente o canal arterial para evitar complicações como DBP e hemorragia intraventricular, os dados recentes não mostram benefício claro, e até sugerem potenciais prejuízos.
Considerações:
Medicamentos como ibuprofeno, indometacina ou paracetamol foram usados no grupo de tratamento.
Tratamento iniciado nas primeiras duas semanas de vida.
Fechamento espontâneo do canal arterial é comum em muitos casos, sobretudo em RN >1000g.
Perspectiva baseada em evidência
Significado: A abordagem expectante pode ser mais segura em muitos casos, especialmente considerando os riscos de mortalidade e DBP associados ao fechamento medicamentoso precoce.
Conclusão dos autores: Os achados apoiam a revisão dos protocolos de manejo do PDA em prematuros, com necessidade de maior individualização e cautela no uso de terapias ativas.
Esta edição é parte da série de atualizações científicas Neoped.
Em breve: novos insights sobre estratégias nutricionais e preditores ecocardiográficos no tratamento do PDA.


