Objetivo do estudo
Identificar fatores de risco em nível individual, hospitalar e comunitário associados à ocorrência de SUID em prematuros nascidos entre 24 e 36 semanas, nos estados da Califórnia, Flórida, Kansas, Ohio e Texas.
Metodologia
Dados de 2.062.732 RN prematuros vivos entre 2004 e 2020.
Seguimento até 1 ano de vida.
Desfecho: óbito classificado como SUID (CID-10 R95, R99, W75).
Modelos estatísticos multinível ajustados para fatores demográficos, perinatais e estruturais.
Principais resultados
Taxa de SUID:
0,9 por 1000 nascidos vivos prematuros.
Fatores individuais associados a maior risco:
Raça/etnia:
Negros não hispânicos (HR 2,9).
Nativos americanos (HR 3,4).
Sexo masculino.
Baixo peso ao nascer.
Idade gestacional mais baixa.
Mães com baixo nível educacional ou tabagismo na gestação.
Fatores hospitalares:
RN tratados em hospitais com maior volume de UTI neonatal apresentaram menor risco de SUID.
Sugerindo que estrutura e experiência hospitalar influenciam na prevenção.
Fatores comunitários:
Maior risco de SUID em bairros com:
Alta pobreza.
Menor acesso a serviços de saúde.
Maior densidade populacional.
Implicações clínicas e sociais
Prevenção da SUID em prematuros exige abordagem multifatorial e intersetorial.
Estratégias devem incluir:
Intervenções de saúde materno-infantil com foco em populações vulneráveis.
Suporte a famílias após a alta hospitalar.
Ações públicas para reduzir desigualdades sociais e raciais.
Pontos para prática clínica
Educação sobre sono seguro deve ser reforçada em todos os níveis de cuidado neonatal.
Unidades neonatais de maior complexidade devem liderar protocolos de prevenção pós-alta.
Importância do vínculo entre neonatologia e atenção primária na prevenção do SUID.
Este estudo reafirma que a biologia do prematuro é influenciada pelo contexto social, estrutural e institucional em que ele nasce e cresce.
Em breve, mais edições Neoped com foco em equidade neonatal e determinantes sociais de saúde.


