
AAP 2025 — O que há de novo na pediatria?
O Congresso da Academia Americana de Pediatria (AAP 2025), realizado
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O Congresso da Academia Americana de Pediatria (AAP 2025), realizado

A nova era da pediatria: desafios, dados e descobertas A

Selecionamos 7 artigos recentes e altamente relevantes para a prática

Prevenção da transmissão vertical exige ação precoce e contínua. Este estudo nacional analisou dados de bebês nascidos com exposição ao HIV entre 2009 e 2021, focando em uso de profilaxia antirretroviral pós-natal (ARV) e casos de infecção perinatal por HIV entre beneficiários do Medicaid. Os achados mostram mudança progressiva nas práticas clínicas, alinhadas com diretrizes atualizadas, mas também revelam lacunas críticas no diagnóstico materno e disparidades raciais persistentes.

Testes genéticos para ID e AGD: um guia prático atualizado. A deficiência intelectual (DI) e o atraso global do desenvolvimento (AGD) são condições comuns em pediatria e neurologia infantil. Este relatório clínico da American Academy of Pediatrics (AAP) e do American College of Medical Genetics and Genomics (ACMG) fornece recomendações atualizadas para avaliação genética de crianças com esses quadros, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do aconselhamento familiar estruturado.

Displasia broncopulmonar e neurodesenvolvimento: uma associação crítica. A displasia broncopulmonar (BPD) é uma das complicações mais comuns e graves da prematuridade extrema. Esta meta-análise sistemática avaliou a prevalência e os fatores de risco associados a déficits neurodesenvolvimentais em bebês com BPD, revelando taxas elevadas de comprometimento e destacando a importância do seguimento multidisciplinar.

Dados recentes expõem desigualdades alarmantes nas mortes súbitas infantis. Este estudo nacional examinou tendências de mortalidade por morte súbita inesperada na infância (SUID) entre 2015 e 2022, com ênfase em causa e raça/etnia. Os dados mostram não apenas aumento geral das taxas após 2019, mas também ampliação de disparidades raciais, especialmente entre bebês negros e indígenas.

Crianças nascidas prematuras têm risco aumentado de dificuldades motoras e posturais. Este estudo prospectivo acompanhou o desempenho motor e a saúde musculoesquelética de crianças nascidas prematuras dos 3 aos 6 anos, revelando deficiências persistentes em equilíbrio, marcha e postura, mesmo na ausência de paralisia cerebral. Os achados reforçam a importância de vigilância prolongada e intervenções fisioterapêuticas direcionadas.

Estudo revela declínio geral, mas persistência de causas evitáveis. Apesar dos avanços em cuidado perinatal e neonatal, a mortalidade neonatal por causas perinatais ainda afeta milhares de bebês nos EUA. Esta análise de dados nacionais entre 1999 e 2022 identificou tendências, causas principais e alertas importantes, como o crescimento da mortalidade por desnutrição fetal.

Uma jornada emocional com a DII: narrativas que conectam Este artigo é um relato reflexivo de dois autores — um jovem adulto com Doença Inflamatória Intestinal (DII) e sua psicóloga pediátrica, também diagnosticada com DII. O texto aborda a evolução emocional e psicológica do convívio com uma doença crônica, destacando a importância do suporte psicossocial contínuo e da empatia clínica.

O estado emocional da mãe influencia o neurodesenvolvimento precoce. O desenvolvimento neurológico do recém-nascido é sensível a fatores intrauterinos e ambientais. Este estudo investigou a associação entre sintomas maternos de depressão e ansiedade no final da gestação e a qualidade dos movimentos gerais (GMs) dos bebês aos três meses de idade — um marcador precoce de risco neurológico.

Genômica neonatal: padronizar é salvar tempo — e vidas O avanço dos testes genéticos na neonatologia tem potencial transformador, mas a falta de critérios objetivos gera atrasos, custos e desigualdades no acesso. Este estudo propõe critérios clínicos padronizados e objetivos para indicar testes genômicos na UTI neonatal, com validação multicêntrica e impacto prático imediato.