Um estudo publicado na revista Pediatrics investigou qual ferramenta de triagem à beira-leito consegue identificar melhor crianças com sepse e choque séptico segundo os novos critérios Phoenix. A pesquisa comparou três métodos amplamente utilizados em emergências pediátricas — qPS4, LqSOFA e CHOP — analisando mais de 47 mil atendimentos.
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Principais resultados
A qPS4 (quick Pediatric Septic Shock Screening Score) demonstrou desempenho superior às outras ferramentas. Para detectar choque séptico, alcançou 85,5% de sensibilidade, comparada a apenas 59,2% do LqSOFA e 64,9% da ferramenta CHOP, mantendo especificidade clinicamente similar.
Outro achado relevante foi o ganho de tempo: a qPS4 identificou pacientes com 3,4 horas de antecedência em média para choque séptico e 1,9 horas para sepse. Esse tempo adicional pode ser decisivo para o início de ressuscitação volêmica e antibioticoterapia precoce.
O diferencial da qPS4
A grande vantagem desta ferramenta é utilizar apenas parâmetros clínicos à beira-leito, sem depender de exames laboratoriais. Isso torna a triagem mais rápida e aplicável em diferentes contextos de atendimento. A qPS4 incorpora o índice TAMSI (choque ajustado por temperatura e idade), que melhora a avaliação do estado circulatório considerando as particularidades fisiológicas pediátricas.
O estudo também identificou limitações: todas as ferramentas apresentaram desempenho inferior em crianças menores de 12 meses, reforçando a necessidade de cautela nessa faixa etária.
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Referência: Comparing Screening Tools for Predicting Phoenix Sepsis and Septic Shock. Pediatrics, 2025;155(5):e2025071155.


