Distúrbios da Motilidade Gastrointestinal no Período Neonatal Sobre o artigo Este artigo aborda os distúrbios da motilidade gastrointestinal (GI) em recém-nascidos, tanto prematuros quanto a termo. A motilidade adequada é essencial para a digestão, absorção e crescimento neonatal. O conhecimento da embriologia, fisiologia e patologias associadas permite diagnóstico precoce e melhora nos desfechos clínicos. Métodos utilizados Trata-se de uma revisão narrativa baseada em literatura científica atualizada, com ênfase nos aspectos fisiológicos do desenvolvimento GI, nos testes diagnósticos e nas manifestações clínicas dos distúrbios de motilidade associados a anomalias congênitas. A abordagem inclui discussões sobre manometria, EndoFLIP, exames de imagem e histologia, conforme aplicável a cada patologia. Resultados O desenvolvimento neuromuscular do trato GI é progressivo e depende da idade gestacional. Prematuridade e anomalias congênitas (ex.: atresia esofágica, gastrosquise, hérnia diafragmática congênita, pseudo-obstrução intestinal pediátrica, malformações anorretais) estão fortemente associadas a distúrbios de motilidade. Técnicas como manometria antroduodenal e esofágica, estudos de trânsito intestinal e testes genéticos são ferramentas diagnósticas importantes. Não há terapias medicamentosas aprovadas pelo FDA; eritromicina e prucaloprida são utilizadas off-label com resultados variados. Discussão A compreensão da maturação motora GI é essencial para distinguir entre distúrbios transitórios e patologias permanentes. O reconhecimento precoce de sinais de dismotilidade, especialmente em neonatos com anomalias congênitas, permite intervenções nutricionais e cirúrgicas adequadas. A avaliação multidisciplinar é fundamental, e a personalização da abordagem terapêutica deve considerar as etiologias neuropáticas, miopáticas e genéticas. Conclusão Distúrbios da motilidade gastrointestinal em neonatos são frequentemente decorrentes de alterações no desenvolvimento neuromuscular ou anomalias congênitas. O diagnóstico precoce, o uso racional de exames funcionais e a abordagem multidisciplinar são essenciais para otimizar o prognóstico. Insights clínicos Quais são os principais fatores associados à dismotilidade gastrointestinal em neonatos? Prematuridade, anomalias congênitas do trato gastrointestinal (ex.: atresia esofágica, gastrosquise, hérnia diafragmática) e distúrbios genéticos como PIPO e MMIHS. Quais testes funcionais são indicados para avaliação de dismotilidade neonatal? Manometria antroduodenal, esofágica, colônica, estudos de imagem contrastada, testes genéticos e EndoFLIP. Existe tratamento medicamentoso eficaz para dismotilidade em neonatos? Não há medicações aprovadas pelo FDA. Eritromicina e prucaloprida são utilizadas off-label, mas com eficácia e segurança variáveis. Como a manometria contribui no diagnóstico de pseudo-obstrução intestinal pediátrica (PIPO)? Permite diferenciar entre neuropatias e miopatias e confirmar disfunção neuromuscular em casos suspeitos, sendo recomendada pelas diretrizes da ESPGHAN. Quais cuidados devem ser tomados em neonatos com atresia esofágica reparada? Monitoramento para refluxo gastroesofágico, disfagia e dismotilidade esofágica com possibilidade de uso de inibidores de bomba de prótons e endoscopias de seguimento. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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