Insuficiência Hepática Aguda em Neonato: Diagnóstico de Sepse por Enterovírus Sobre o artigo O artigo relata o caso de um recém-nascido com insuficiência hepática aguda (IHA) e descreve a abordagem diagnóstica e terapêutica em unidade neonatal de nível 4. A etiologia foi identificada como infecção sistêmica por enterovírus, destacando a importância de reconhecer causas infecciosas em quadros hepáticos graves na neonatologia. O texto oferece uma discussão aprofundada dos principais diagnósticos diferenciais, incluindo doenças metabólicas, imunológicas, infecciosas e neoplásicas. Métodos utilizados Relato de caso clínico com revisão narrativa da literatura. O paciente foi acompanhado em uma UTI neonatal terciária, com realização de exames laboratoriais (bioquímica hepática, perfil de coagulação, ferritina, alfa-fetoproteína), neuroimagem, PCR viral, hemoculturas, painel metabólico e resposta terapêutica à imunoglobulina intravenosa (IVIG). Resultados Lactente tardio, com apresentação clínica sugestiva de insuficiência hepática a partir do 5º dia de vida. Diagnóstico confirmado por PCR positivo para enterovírus no líquor e sangue. Laboratório inicial com transaminases >4000 U/L, bilirrubina direta de 3,5 mg/dL, ferritina >100.000 ng/mL, coagulopatia grave e plaquetopenia. Exclusão de causas como HLH, GALD, doenças metabólicas e malignidades com base em dados clínicos, laboratoriais e radiológicos. Resposta clínica progressiva ao suporte intensivo e IVIG, com normalização dos exames e alta hospitalar no 24º dia de vida. Discussão O caso reforça a importância de considerar infecções virais, especialmente por enterovírus, como causa potencial de IHA neonatal, principalmente na ausência de fatores de risco perinatais. O enterovírus, particularmente o coxsackie B1, tem sido associado a manifestações graves, incluindo hepatite necrosante com coagulopatia. O diagnóstico precoce é fundamental, visto que o manejo é predominantemente de suporte. O uso de IVIG pode ser benéfico, especialmente quando não se descarta hemocromatose neonatal. Outros diagnósticos diferenciais discutidos incluem HLH, GALD, distúrbios metabólicos e malignidades hepáticas. Conclusão A insuficiência hepática aguda neonatal é uma condição rara, porém grave, com etiologias limitadas, mas potencialmente tratáveis. O enterovírus deve ser considerado no diagnóstico diferencial, especialmente em neonatos com disfunção hepática inexplicada. A abordagem precoce com suporte clínico intensivo e terapia com IVIG pode melhorar o prognóstico. Insights clínicos Quais são os sinais clínicos mais comuns de insuficiência hepática aguda em neonatos? Hepatomegalia, letargia, ascite, icterícia, edema periférico, febre e vômitos. Quais etiologias devem ser consideradas na insuficiência hepática neonatal? Infecções virais (HSV, enterovírus), hemocromatose neonatal (GALD), HLH, erros inatos do metabolismo e neoplasias hepáticas. Qual a principal causa viral de insuficiência hepática neonatal? O enterovírus é uma das causas mais prevalentes, especialmente o coxsackie B1. Qual o papel da IVIG nesse contexto? IVIG pode ser considerada nos casos suspeitos de hemocromatose neonatal ou hepatite viral grave, embora o suporte clínico continue sendo a principal abordagem. Quando suspeitar de infecção por enterovírus em neonatos? Em casos de falência hepática sem causa evidente, especialmente com início precoce dos sintomas (<7 dias de vida), hipoglicemia inexplicada, e histórico de possível infecção materna no final da gestação. Qual a utilidade do PCR viral no líquor e sangue nesses casos? O PCR é essencial para confirmação etiológica e deve ser realizado precocemente em todos os casos de falência hepática aguda de origem indeterminada. Quais são os fatores associados à forma grave de infecção por enterovírus? Prematuridade, início precoce dos sintomas, leucocitose, anemia, bilirrubina elevada e envolvimento miocárdico. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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