Lesão Vascular Difusa em Recém-Nascido sem Anomalias Congênitas Conhecidas

Fonte: American Academy of Pediatrics

Lesão Vascular Difusa em Recém-Nascido sem Anomalias Congênitas Conhecidas Sobre o artigo  Este artigo descreve o caso de um recém-nascido a termo com lesões cutâneas vasculares difusas observadas ao nascimento, sem outras anomalias congênitas detectadas durante o pré-natal. A apresentação clínica imediata, associada à ausência de achados sistêmicos evidentes, levantou hipóteses diagnósticas complexas, exigindo uma abordagem multidisciplinar para investigação de lesões vasculares congênitas, com ênfase na Cutis Marmorata Telangiectatica Congênita (CMTC). Métodos utilizados A conduta diagnóstica envolveu avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais (hemograma completo, provas de coagulação, sorologias para infecções congênitas como CMV), exames de imagem (ultrassonografias abdominal, craniana e hepática, ecocardiograma, tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de encéfalo e órbitas) e acompanhamento ambulatorial multidisciplinar com dermatologia, neurologia e oftalmologia. Resultados As lesões cutâneas foram compatíveis com CMTC, com ausência de sinais infecciosos ou alterações hematológicas. As imagens revelaram hemangiomas coroidianos bilaterais, pequenas áreas de restrição à difusão na substância branca compatíveis com pequenos infartos, mas sem alterações estruturais maiores. Aos três meses, foi identificada hemihipertrofia progressiva do lado direito, suspeita de estar relacionada à malformação vascular. A ultrassonografia abdominal não mostrou tumor de Wilms. Oftalmologia descartou glaucoma ou alterações de fundo de olho. Discussão A CMTC é uma malformação vascular cutânea congênita rara, caracterizada por eritema reticulado violáceo, geralmente presente ao nascimento. O diagnóstico é clínico, e embora não existam critérios universalmente aceitos, critérios propostos por Kienast et al. (2009) incluem características maiores (como eritema reticulado congênito e ausência de venectasias) e menores (como telangiectasias ou atrofia cutânea). Apesar de benigna, está associada a anomalias sistêmicas em até 42,5% dos casos, especialmente assimetrias corporais, alterações oculares e neurológicas. Conclusão A CMTC deve ser considerada em neonatos com lesões cutâneas reticuladas violáceas, especialmente se presentes ao nascimento. Embora tenha bom prognóstico, a associação com outras anomalias requer investigação dirigida e seguimento multidisciplinar. A ausência de critérios diagnósticos universais reforça a importância da abordagem clínica individualizada. Insights clínicos  Qual é a principal hipótese diagnóstica para recém-nascidos com eritema reticulado violáceo ao nascimento? A principal hipótese é a Cutis marmorata telangiectatica congênita (CMTC), uma malformação vascular congênita benigna. Quais exames devem ser considerados na avaliação de lesões vasculares congênitas? Exames laboratoriais para infecções congênitas (como CMV), coagulograma, exames de imagem para avaliação de malformações associadas (crânio, coração, abdome), além de ressonância magnética cerebral. Quais são as principais anomalias associadas à CMTC? Assimetria corporal (especialmente discrepância de membros), alterações oftalmológicas (como glaucoma congênito) e déficits neurológicos. A CMTC exige tratamento específico? Geralmente não. Lesões tendem a regredir espontaneamente. Tratamento com laser pode ser considerado em casos com dor ou preocupação estética. Quando indicar seguimento especializado para pacientes com CMTC? Sempre que há suspeita de anomalias associadas (como hemihipertrofia, alterações oculares ou neurológicas), o seguimento com especialistas é indicado desde o diagnóstico. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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