T-piece versus balão auto-inflável na reanimação de neonatal na sala de parto: um ensaio clínico randomizado

T-piece versus balão auto-inflável na reanimação neonatal na sala de parto: um ensaio clínico randomizado Sobre o artigo  A reanimação neonatal eficaz é crucial para recém-nascidos pré-termo que não iniciam respiração espontânea ao nascer. Dispositivos como o balão auto-inflável (SIB) e o ressuscitador T-piece (TPR) são amplamente utilizados, mas ainda há controvérsias quanto à sua superioridade clínica. Este estudo investiga qual dos dois dispositivos reduz mais a necessidade de intubação endotraqueal na sala de parto em neonatos de 26 a 34 semanas. Métodos utilizados Trata-se de um ensaio clínico randomizado, paralelo, conduzido em um hospital de nível terciário no norte da Índia (fevereiro de 2023 a junho de 2024). Foram incluídos neonatos de 26 a 34 semanas que necessitaram de ventilação com pressão positiva (VPP) ao nascimento. A randomização foi feita antes do parto, por blocos permutados, com alocação sigilosa. Os neonatos foram reanimados conforme as diretrizes do NRP/ILCOR 2020, utilizando TPR (com PEEP) ou SIB (sem válvula de PEEP). O desfecho primário foi a necessidade de intubação na sala de parto. Desfechos secundários incluíram SpO₂ em 2 e 5 minutos, tempo até frequência cardíaca >100 bpm, tempo até respiração espontânea, entre outros. Resultados Amostra final: 120 neonatos (TPR: 58; SIB: 62)  Intubação na sala de parto:  TPR: 13,8%  SIB: 30,6%  Redução absoluta do risco: −16% (p=0,03)  SpO₂ aos 5 minutos:  TPR: 82,86% ± 8,69  SIB: 78,87% ± 12,13 (p=0,04)  Escore de Apgar combinado aos 5 minutos:  TPR: 13 (IQR 12–14)  SIB: 12 (IQR 10–13) (p=0,02)  Nenhuma diferença significativa foi encontrada nos desfechos respiratórios tardios ou nas morbidades neonatais (BPD, sepse, pneumotórax).  Discussão O TPR demonstrou vantagem significativa na redução da necessidade de intubação, com melhora dos parâmetros iniciais de oxigenação e Apgar combinado. Apesar de não haver diferença em morbidades respiratórias ou duração da ventilação, os achados favorecem o uso do TPR devido ao fornecimento mais consistente de PEEP. A ausência de diferença em SpO₂ aos 2 minutos pode refletir o tempo necessário para atingir capacidade residual funcional com o uso do PEEP. Conclusão O ressuscitador T-piece foi superior ao balão auto-inflável na reanimação de neonatos prematuros na sala de parto, promovendo menor taxa de intubação e melhor saturação de oxigênio aos 5 minutos. Não houve impacto significativo nas morbidades neonatais ou necessidade de ventilação prolongada. Insights clínicos (perguntas e respostas) O uso do T-piece reduz a necessidade de intubação na sala de parto? Sim. O estudo demonstrou que o T-piece reduziu significativamente a taxa de intubação em prematuros (13,8% vs 30,6%). O T-piece melhora a oxigenação inicial? Sim. Houve melhora estatisticamente significativa na SpO₂ aos 5 minutos com o uso do T-piece. Há diferença na duração da ventilação ou tempo até frequência cardíaca >100 bpm? Não. A duração da VPP e o tempo para atingir FC >100 bpm foram semelhantes entre os grupos. O T-piece impacta nas morbidades neonatais (BPD, IVH, sepse)? Não. Não foram observadas diferenças significativas nas taxas de morbidades neonatais entre os grupos. O T-piece é aplicável em cenários de poucos recursos? Apesar de seu custo e necessidade de treinamento, o T-piece mostrou benefícios clínicos que podem justificar sua implementação mesmo em cenários de recursos limitados. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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