SARS-CoV-2 e Desfechos na UTI Neonatal em Recém-Nascidos Prematuros Extremos

Fonte: The Journal of Pediatrics

SARS-CoV-2 e Desfechos na UTI Neonatal em Recém-Nascidos Prematuros Extremos Sobre o artigo  Este estudo prospectivo multicêntrico, realizado entre março de 2020 e abril de 2023, investigou a associação entre a infecção materna por SARS-CoV-2 durante a gestação e os desfechos clínicos neonatais em recém-nascidos com menos de 29 semanas de gestação ou peso entre 401–1000g. A infecção materna pelo SARS-CoV-2 tem sido associada a parto prematuro, e há lacunas quanto ao risco de transmissão vertical e impacto em prematuros extremos. Métodos utilizados Trata-se de um estudo observacional prospectivo com dados de 16 centros da Neonatal Research Network. Foram incluídos 4548 recém-nascidos prematuros extremos, cujas mães realizaram testes para SARS-CoV-2 durante a gestação. Compararam-se os desfechos neonatais entre filhos de mães com testes positivos e negativos, ajustando-se por fatores clínicos e demográficos relevantes. As análises estatísticas incluíram regressão de Poisson com variância robusta. Resultados 7% (297/4072) das mães testaram positivo para SARS-CoV-2 durante a gestação. A taxa de transmissão vertical foi de 1% entre os recém-nascidos testados. A maioria dos desfechos neonatais (BPD, ROP, IVH, sepse) não diferiu entre os grupos. A taxa de enterocolite necrosante (NEC) foi maior nos filhos de mães positivas (14% vs. 11%; p=0,03). Após ajuste, a positividade materna associou-se a maior risco de NEC (RR 1,40; IC95% 1,03–1,89) e ao desfecho combinado de NEC ou óbito em <12 horas (RR 1,33; IC95% 1,09–1,62). Não houve diferença significativa em mortalidade isolada (<12h ou antes da alta) após ajustes. Discussão A transmissão vertical do SARS-CoV-2 foi rara em prematuros extremos. A infecção materna esteve independentemente associada a maior risco de NEC, o que sugere uma possível via inflamatória ou infecciosa transplacentária. A associação entre infecção no primeiro trimestre e aumento da mortalidade não se manteve após ajustes. As evidências apoiam estratégias preventivas, como vacinação materna, para proteção neonatal. Conclusão Em recém-nascidos com <29 semanas, a infecção materna por SARS-CoV-2 não impactou a maioria dos desfechos neonatais, exceto pelo aumento no risco de NEC. A transmissão vertical foi incomum, e a mortalidade neonatal não aumentou de forma independente. Insights clínicos  A infecção materna por SARS-CoV-2 aumenta o risco de transmissão vertical? Não. A taxa de transmissão vertical foi de apenas 1% entre os recém-nascidos testados. A positividade materna impacta os desfechos clínicos em prematuros extremos? Sim. Está associada a maior risco de enterocolite necrosante, mas não a outros desfechos como BPD, sepse ou mortalidade. A infecção no primeiro trimestre tem maior impacto? Apesar de estar associada a menor idade gestacional ao nascimento e maior mortalidade bruta, essas associações não se mantiveram após ajuste estatístico. Há implicações para a prática clínica? Sim. Reforça-se a importância de medidas preventivas contra a COVID-19 na gestação, como a vacinação materna precoce, para proteção de prematuros extremos. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub.

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