Metodologia
84 díades mãe-bebê:
41 prematuros tardios (LPT).
43 nascidos a termo.
Idade: 3 a 6 meses (corrigida para LPT)
Ferramentas:
BISQ: avaliação do sono infantil.
DASS-21: sintomas maternos de depressão, ansiedade e estresse.
Questionário de conhecimento materno sobre sono (baseado na AAP).
Principais achados
Sono semelhante, percepções diferentes
Duração do sono noturno, número de despertares e cochilos diurnos: sem diferenças significativas entre grupos.
No entanto, as mães de LPT percebiam o sono dos filhos como melhor (BISQ-percepção: 82,5 vs 70; p=0,04).
Saúde mental materna influencia percepção do sono
Em LPT, altas pontuações de depressão e ansiedade maternas se correlacionaram com pior percepção do sono do bebê.
Ex: correlação negativa entre ansiedade e percepção do sono (r=-0.413; p<0.01).
Conhecimento materno faz diferença… mas só nos nascidos a termo
Em termos, mães de “bons dorminhocos” tinham maior conhecimento sobre sono infantil.
Nos LPT, esse conhecimento não se associou com melhores desfechos de sono, sugerindo que outros fatores podem ser mais determinantes.
Implicações práticas
O sono infantil deve ser compreendido dentro da díade mãe-bebê.
Para LPT, a saúde mental materna é um ponto crítico de intervenção.
Para termos, educação sobre sono infantil pode ser eficaz.
Reforça-se a importância de screening para depressão pós-parto e orientações práticas sobre sono durante seguimento pediátrico.
Recomendações clínicas
Inclua triagem de saúde mental materna nas consultas de seguimento neonatal.
Oriente realisticamente as famílias sobre o que esperar do sono infantil.
Promova estratégias de suporte emocional e de rotina para o sono desde os primeiros meses.
A Neoped continua destacando a importância de enxergar o desenvolvimento infantil com lentes ampliadas: biológicas, psicológicas e sociais. Em breve, mais evidências para apoiar o cuidado centrado na família.


