Por que usar POCUS para PAL?
Melhora a taxa de sucesso e reduz complicações.
Particularmente eficaz em recém-nascidos de baixo peso (<1000 g).
Beneficia operadores com menos de 5 anos de experiência em neonatologia.
Indicações, contraindicações e riscos
As indicações são semelhantes à técnica tradicional: necessidade de monitorização contínua da PA e/ou acesso arterial confiável.
Riscos: isquemia, hematoma, sangramento, dano nervoso, infecção.
A decisão deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios clínicos.
Materiais necessários
Campo estéril, luvas estéreis, gel e capa para o transdutor.
Cateter 24G, seringa com soro fisiológico, curativos transparentes.
Sonda linear de alta frequência (15–25 MHz) com boa resolução espacial.
Ideal ter um assistente dedicado para estabilizar o membro.
Técnica passo a passo
Escolha do vaso-alvo (ex.: artéria radial) com B-mode e Doppler.
Posicionamento do transdutor na mão não dominante, eixo curto.
Centralizar o vaso na tela (usar guia central se disponível).
Inserir a agulha com ângulo de 30°–45°, ajustando conforme a visualização.
Confirmar entrada no lúmen com visualização do “bright tip”.
Avançar a cânula e fixar conforme protocolo da unidade.
A visualização contínua da ponta da agulha é o fator crítico para o sucesso.
O uso da imagem transversal é preferido em neonatos, devido ao pequeno calibre vascular.
Considerações para treinamento
Curva de aprendizado significativa, especialmente em neonatos.
A prática supervisionada e o uso de simulações são recomendados.
Com experiência, o método torna-se mais rápido e confiável que a técnica convencional.
A introdução do POCUS para acesso arterial representa um avanço técnico na neonatologia, promovendo maior segurança e eficácia no cuidado intensivo.
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