Objetivo do estudo
Comparar os efeitos do vein finder versus a técnica tradicional de venopunção em prematuros internados em UTIs neonatais, avaliando dor e estados comportamentais.
Metodologia
Dois hospitais universitários no Egito.
124 prematuros divididos em dois grupos (62 cada).
Avaliações com:
Neonatal Infant Pain Scale (NIPS).
Neonatal Behavioural State Scale (NBSS).
Coletas realizadas antes, durante e após a punção.
Nenhum RN recebeu analgésico adicional.
Principais achados
Grupo com vein finder apresentou:
Menor dor (NIPS: 5,71 vs 6,73; p=0,004).
Menor tempo de choro (2,94 min vs 5,61 min).
Mais tempo em sono profundo após a punção (15,36 min vs 4,57 min).
Maior taxa de sucesso na 1ª tentativa (87,1% vs 46,8%).
Menor incidência de complicações como flebite e infiltração.
Menor número de tentativas prévias e melhor visualização venosa.
Discussão e implicações clínicas
O vein finder permite punções mais rápidas e eficazes, reduzindo estímulos nociceptivos.
Contribui para melhor organização comportamental e recuperação pós-procedimento.
Melhora a eficiência da equipe e reduz risco de infecção por múltiplas punções.
Relevância prática
Ferramenta promissora para reduzir dor e estresse em prematuros.
Deve ser considerada em protocolos de acesso venoso neonatal.
Reforça a importância de tecnologias que humanizam o cuidado intensivo.
O uso de dispositivos de localização venosa representa uma evolução na prática neonatal, unindo tecnologia e conforto ao cuidado do prematuro.
Em breve: mais evidências Neoped sobre intervenções de baixo custo com alto impacto em UTI neonatal.


