Cobertura NeoPedHub · AAP Experience 2026, San Diego · Sessão de 2 de outubro de 2026 Por Drª Jasmin Pacheco (CRM 521291114), Drª Maria Paula Aquino (CRM 521285629) e equipe NeoPed HUB. Em resumo: na aula sobre diabetes tipo 1 do AAP Experience 2026, em San Diego, o destaque foi a fase pré-sintomática. Nela, autoanticorpos contra as ilhotas já identificam crianças com risco de doença clínica de praticamente 100% ao longo da vida, e o acompanhamento dessas crianças reduz substancialmente a cetoacidose ao diagnóstico. Ao pediatra cabe identificar o risco, pedir os autoanticorpos e encaminhar os positivos. Quais são os estágios do diabetes tipo 1? Estágio 1: 2 autoanticorpos confirmados, com normoglicemia. Risco de doença clínica de 44% em 5 anos. Estágio 2: autoanticorpos com disglicemia. O risco sobe para 75%. Estágio 3: diabetes tipo 1 clínico. Como rastrear o diabetes tipo 1 pré-sintomático? O rastreamento deve se basear no painel de autoanticorpos (GADA, IA-2A, anti-insulina e ZnT8), com confirmação em segunda amostra. Glicemia de jejum e HbA1c têm baixa sensibilidade para o Estágio 2. Pela ADA, a triagem é indicada para parentes de pessoas com DM1; a triagem da população geral ainda não tem recomendação formal da ADA nem da AAP. O que é o teplizumabe e para quem está aprovado? O teplizumabe adia o diabetes tipo 1 clínico em média 2 a 3 anos. O esquema é uma infusão intravenosa diária por 14 dias, com custo aproximado de US$ 200.000. O FDA o aprovou em 2022 para o Estágio 2 a partir de 8 anos e ampliou a indicação para crianças a partir de 1 ano em abril de 2026. Em junho de 2026, aprovou também, por via acelerada, o uso em crianças de 8 a 17 anos com Estágio 3 recém-diagnosticado, para retardar a perda da produção de insulina. Qual o papel da tecnologia no tratamento? A ADA recomenda oferecer sistemas automatizados de administração de insulina (AID) a todos os pacientes com DM1, como método preferencial, além do monitoramento contínuo de glicose (CGM). A meta é tempo no alvo de 70% ou mais, com menos de 4% do tempo abaixo de 70 mg/dL. Menos de 25% das crianças atingem essas metas. O que muda no consultório Identificar a criança com risco, em especial parentes de pessoas com DM1. Solicitar o painel de autoanticorpos e confirmar em segunda amostra. Encaminhar os positivos à endocrinologia pediátrica e garantir a continuidade do seguimento. O benefício sobre a cetoacidose depende do seguimento: quem perde o acompanhamento volta a ter taxas semelhantes às da população não rastreada. Limitações Os dados de aprovação, acesso e custo referem-se aos EUA. A triagem da população geral ainda não tem recomendação formal da ADA nem da AAP. Perguntas frequentes Quem deve fazer rastreamento para diabetes tipo 1? Pela ADA, parentes de pessoas com DM1. A triagem da população geral ainda não tem recomendação formal da ADA nem da AAP. HbA1c serve para rastrear diabetes tipo 1 pré-sintomático? Não é o exame indicado. Glicemia de jejum e HbA1c têm baixa sensibilidade para o Estágio 2; o rastreamento deve usar o painel de autoanticorpos, com confirmação em segunda amostra. A partir de que idade o teplizumabe é aprovado? Nos Estados Unidos, a partir de 1 ano para o Estágio 2, desde abril de 2026. A aprovação original, de 2022, era a partir de 8 anos. Qual o risco de evoluir para diabetes clínico no Estágio 1? 44% em 5 anos, segundo a aula. No Estágio 2, que acrescenta disglicemia, o risco sobe para 75%. Fontes Aula “Type 1 Diabetes: Screening Stages, Teplizumab, CGM, and Automated Insulin Delivery”, AAP Experience 2026: National Conference & Exhibition, San Diego, 2 de outubro de 2026 (material da aula). FDA. Nova indicação do Tzield (teplizumabe) no Estágio 3 recém-diagnosticado, junho de 2026. Healio. Ampliação do teplizumabe para crianças a partir de 1 ano, abril de 2026. Leia também: Testes genéticos: o que cada um não detecta · GLP-1 em adolescentes: dados de mundo real A aula completa, em vídeo, chega em breve.
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