Prevalência de sobrepeso, obesidade e obesidade grave em crianças e adolescentes Sobre o artigo Este estudo avalia a prevalência atual de excesso de peso em jovens nos EUA, considerando que a obesidade na infância está associada a maior risco de morbidade a curto e longo prazo, além de persistência na vida adulta. Apesar de dados prévios demonstrarem altas taxas de obesidade, ainda existem lacunas em estimativas nacionais detalhadas, especialmente em subgrupos populacionais. O objetivo foi fornecer estimativas atualizadas utilizando registros eletrônicos de saúde em larga escala. Métodos utilizados Estudo transversal baseado em dados do PCORnet (National Patient-Centered Clinical Research Network), envolvendo 8 redes clínicas nos EUA. Foram incluídos indivíduos de 0 a 19 anos com medidas de peso e altura registradas em até 14 dias de intervalo no ano de 2024. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado e classificado conforme: Menores de 2 anos: padrões da OMS 2 a 19 anos: padrões do CDC (baixo peso, eutrofia, sobrepeso, obesidade e obesidade grave) Valores implausíveis foram excluídos, e não houve imputação de dados faltantes. A análise utilizou dados agregados e desidentificados. Resultados Foram analisados 6.094.825 indivíduos, com ampla representatividade geográfica e diversidade racial/étnica. Principais achados: Prevalência de obesidade (2–19 anos): 19,8% Sobrepeso + obesidade: 2–5 anos: 26,9% 12–19 anos: 38,5% Obesidade grave em adolescentes: 9,2% Observou-se variação significativa entre grupos raciais e étnicos, com maior carga de excesso de adiposidade em populações específicas. Em menores de 2 anos, a prevalência de IMC ≥ percentil 99 variou entre 3,8% e 9,1%. Discussão Os dados confirmam que o excesso de peso permanece altamente prevalente na população pediátrica dos EUA, com aumento progressivo com a idade. Destaca-se: Desigualdade entre grupos raciais e étnicos Consistência dos achados com dados do NHANES 2025 Potencial do PCORnet como ferramenta robusta de vigilância epidemiológica Limitações incluem: Dependência de registros eletrônicos (possível viés de seleção) Ausência de ponderação populacional Falta de medidas de IMC em parte da população Os resultados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes e direcionadas. Conclusão O sobrepeso, a obesidade e a obesidade grave continuam altamente prevalentes entre crianças e adolescentes, com aumento ao longo da idade e distribuição desigual entre subgrupos populacionais. Há necessidade urgente de intervenções clínicas e de saúde pública para reduzir a carga de adiposidade na população pediátrica. Insights clínicos Qual a prevalência atual de obesidade em crianças e adolescentes? Aproximadamente 19,8% entre 2 e 19 anos. A obesidade aumenta com a idade? Sim. A prevalência de sobrepeso/obesidade sobe de 26,9% na pré-escola para 38,5% na adolescência. Qual a taxa de obesidade grave em adolescentes? Cerca de 9,2%. Existem diferenças entre grupos raciais e étnicos? Sim. Há maior prevalência de excesso de adiposidade em determinados grupos, evidenciando desigualdades em saúde. O que esse estudo muda na prática clínica? Reforça a necessidade de rastreamento sistemático do IMC, intervenção precoce e abordagem direcionada para grupos de maior risco. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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