Tratamento da faringite aguda em crianças: um consenso intersocietário italiano (SIPPS-SIP-SITIP-FIMP-SIAIP-SIMRI-FIMMG). Este resumo apresenta as principais diretrizes do novo consenso italiano (2024) sobre o tratamento da faringite aguda em crianças, focado na prescrição consciente de antibióticos e na prevenção de complicações. Tratamento da Faringite Estreptocócica em Crianças: Consenso 2024 O objetivo principal deste guia é reduzir a prescrição excessiva de antibióticos de amplo espectro para dores de garganta, que muitas vezes têm origem viral. Principais Recomendações e Diretrizes Diagnóstico e Necessidade de Antibiótico: O tratamento antibiótico é recomendado apenas para casos confirmados de faringotonsilite por Estreptococo do Grupo A (GABHS). O uso de antibióticos ajuda na resolução rápida dos sintomas e previne complicações como a febre reumática aguda. Antibiótico de Primeira Escolha: A amoxicilina é o medicamento preferencial. Dosagem: Recomenda-se 50 mg/kg/dia, divididos em duas doses diárias, para facilitar a adesão ao tratamento. Duração: O tratamento deve ser mantido por 10 dias para garantir a eficácia e prevenir complicações. Alternativas para Alérgicos à Penicilina: Baixo Risco: Cefalosporinas de 3ª geração por 5 dias. Alto Risco: Macrolídeos (como azitromicina), embora seu uso deva considerar a resistência bacteriana local. Casos de Recorrência e Cirurgia: Para crianças com faringite recorrente candidatas à retirada das amígdalas (tonsilectomia), podem ser tentados antibióticos como amoxicilina-ácido clavulânico, clindamicina ou a combinação de amoxicilina com rifampicina para tentar evitar a cirurgia. Faringite Não Estreptocócica: O uso de antibióticos não é recomendado para dores de garganta onde o teste para GABHS deu negativo, pois a condição costuma ser autolimitada e o medicamento não reduz significativamente os sintomas nesses casos. Uso de Injetáveis: A penicilina benzatina (benzetacil) deve ser reservada apenas para crianças que não conseguem ingerir medicamentos por via oral, que possuem problemas de absorção intestinal ou em situações de baixíssima adesão ao tratamento oral em pacientes de alto risco. Este consenso reforça que a gestão adequada da dor de garganta em pediatria exige confirmação microbiológica antes da prescrição de antibióticos, priorizando sempre opções de espectro estreito para combater a resistência bacteriana. Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub
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