Congresso Mundial de Urgências e Emergências Pediátricas – Via Aérea em Pediatria

Fonte: Congresso Mundial de Urgências e Emergências Pediátricas

Congresso Mundial de Urgências e Emergências Pediátricas - Via Aérea em Pediatria Oxigenação Apneica na Sequência Rápida de Intubação Pediátrica:  Maior desafio: hipoxemia. É a complicação mais comum e precede todos os eventos adversos.  Objetivo: reduzir hipoxemia e outros eventos adversos decorrentes da IOT aumentando tempo seguro de apneia.  Quanto tempo em apneia é seguro para criança? 5 minutos de pré-oxigenação seguido de apneia em pacientes sem comorbidades. Cerca de 1 minuto e meio se não houver comorbidade.  Crianças desnaturam mais rápido:  Maior consumo de oxigênio 6-8ml/kg/min;  Via aérea pequena com menor capacidade residual funcional;  Atelectasia mais precoce.  Oxigenação apneica durante IOT: fornecimento de oxigênio contínuo pelas vias aéreas durante apneia, sem ventilação ativa.  Mecanismo: gradiente de pressão e difusão move oxigênio para os alvéolos se a via aérea estiver pérvia e lábios selados.  Requisito: pré-oxigenação > Garantir que o pulmão esteja preenchido de oxigênio, manter cabeceira elevada, VA pervia, selar os lábios e elevar o mento.  Pré-oxigenação: ofertar 100% de fração expirada de O2 por 3-5 minutos. > Lavagem de nitrogênio, ficando apenas o oxigênio para permitir troca gasosa enquanto estiver em apneia. Limitação: não remove CO2, pode ocorrer hipercapnia e acidose.  Sequência Rápida de Intubação:  Técnica que envolve uma sincronização da administração de sedativo + bloqueador neuromuscular.  Objetivo: otimizar o sucesso na primeira tentativa.  PROS: aumento do sucesso da intubação, redução na pressão intracraniana e reduz risco de aspiração.  CONTRA: falta de expertise, via aérea difícil, efeito adverso de drogas e CRASH Airway.  Intubação em pediatria: baixa frequência e alta complexidade.  Maior risco de falência da intubação em crianças: baixa frequência e diferenças anatômicas. 7-10 incutubações a cada 10.000 pacientes;  Quanto mais novo o paciente mais difícil a via aérea.  Preparo:  Pré-oxigenação: maximizada > “ A alma da sequência rápida de intubação”.  Ressuscitação volêmica: evitar estresse metabólico.  Família: pode estar presente, deve ser preparada.  Equipamentos: se possível, uso de capnografia.  Equipe: nem pouca nem muita gente. Plano de ação verbalizado para toda equipe!  Pré-medicação: Atropina não é mais recomendada, já que estudos recentes não mostram benefício no seu uso. “Quanto mais drogas maior a chance de erro”.  Sedação:  Quetamina: menor risco de eventos hemodinâmicos cardiovascular comparado a outros agentes, é a escolha preferencial de 1a linha.  Etomidato: poucos efeitos adversos hemodinâmico, porém uma única dose pode causar supressão adrenal.  Não deve ser usado em pacientes com sepse e choque séptico.  Paralisia Neuromuscular:  Maximizar condição para intubação e sucesso da primeira intubação.  Succinilcolina x Etomidato: no estudo Cochrane não houve diferença na população pediátrica, os dois passiveis para utilização desde que não haja contraindicação.  Via Aérea Difícil: importante de um time entrosado para o processo de intubação ser o mais fluído possível.  O mais importante: saber ventilar adequadamente.  Mensagem final: a hipoxemia durante o manejo da via aérea não é um evento isolado, mas consequência de preparo inadequado e falhas na estratégia. O objetivo central deve ser sempre evitá-la. Isso começa com uma pré-oxigenação eficaz, uso de oxigenação apneica sempre que possível e planejamento cuidadoso de cada etapa. Mais do que intubar rapidamente, é essencial garantir que o paciente permaneça bem oxigenado durante todo o processo. Evitar múltiplas tentativas, utilizar recursos como o videolaringoscópio, individualizar a sequência rápida de intubação e reconhecer o valor de uma boa ventilação com bolsa-válvula-máscara são medidas fundamentais. No manejo da via aérea, o maior risco não é a dificuldade técnica da intubação, mas a queda da saturação — e ela, na maioria das vezes, pode e deve ser prevenida.  Take Home Messages Via Aérea:  Oxigenação apneica durante a intubação, parece promissora.  Mecanismo: gradiente de pressão/difusão move O2 para os alvéolos se a via aérea estiver pérvia e lábios selados.  Requisitos: pré-oxigenação eficaz, posição cabeceira elevada, via aérea pérvia, selagem labial/elevação do mento.  Limitação: não remove CO2, em crianças. Ocorre hipercapnia e acidose respiratória enquanto não houver ventilação.  Ajustar fluxo por idade/peso: Bebês <1 ano: 5 L/min • 1-7 anos: 10 L/min • ≥8 anos: 15 L/min ou ≥0,2 L/kg/min.  Na sequência rápida de intubação o objetivo é otimizar o sucesso na primeira tentativa.  Na pediatria há uma baixa frequência porém alta complexidade de intubação, o que causa maior risco de falhas.  Pré-oxigenação é considerada a alma da sequência rápida: deve ser maximizada e idealmente com fontes de fluxo contínuo de oxigênio.  Na sedação, a Quetamina demonstrou menor risco de eventos adversos cardiovasculares comparado a outros agentes, deve ser a escolha preferencial.  Para via aérea difícil: importante um time entrosado. Ventilar é mais importante do que saber intubar, a meta deve ser evitar hipoxemia.  Para ver mais conteúdos como este, acesse: NeoPed Hub

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